06:24 23 Setembro 2019
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    A bandeira da OTAN vista através de cerca farpada em frente à nova sede da OTAN em Bruxelas, maio de 2017

    Analista militar: OTAN é bloco antiquado com propósitos puramente comerciais

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    Além das contradições internas, a OTAN é incapaz de prover uma única abordagem em sua política, opina o analista de defesa e editor-chefe do portal de notícias Defesa On-line, Andrea Cucco, em entrevista à Sputnik Itália.

    Andrea Cucco sublinhou que a OTAN está enfrentando uma crise gravíssima devido à sua incapacidade de prover uma única abordagem em sua política externa. De acordo com o especialista, o principal propulsor desse problema trata-se das diferentes filosofias de seus países-membros.

    "O bloco foi criado cerca de 70 anos atrás, em 1949, para propósitos defensivos. Contudo, agora está seguindo fins puramente comerciais. Quando um país se junta à Aliança, os Estados-membros precisam se adaptar aos seus padrões e pagar contribuições. Os países também possuem um limite em suas ações de negócio, enquanto enfrentam uma crise gravíssima de identidade e de valores", disse o analista de defesa na entrevista à Sputnik Itália.

    Para ele, a Aliança justifica suas manobras militares extensas e decisões antirrussas pela alegada ameaça de Moscou aos vizinhos. O especialista também avaliou os exercícios Silver Arrow 2017, que há pouco foram realizados na Letônia e que envolveu 3.500 soldados de 11 países-membros.

    Ao dizer que não vê "nada de inabitual" nos exercícios militares, Andrea Cucco notou que o motivo para as manobras, assim chamada ameaça da invasão russa ou provocações militares, não foi investigado minuciosamente.

    "Exercícios não estão sendo usados para propósitos militares. Métodos de guerra modernos incluem sanções, o que é muito mais perigoso e astuto, e distorção de informação", explica ele.

    Para provar isso, ele mencionou a recente conferência da OTAN e seminário sobre guerra, que foi realizado no Colégio da Defesa da OTAN em Roma em meados de outubro, onde os países-membros classificaram a Rússia e a China como "maiores fornecedores de notícias falsas" para fins políticos e militares.

    Na Itália há um provérbio que diz que "boi é um burro com chifres", ou seja, muitos países ocidentais manipularam por muito tempo a informação para o seu próprio bem, e agora é absolutamente hipócrita realizar conferência sobre notícias falsas com tal conclusão.

    Estes países tinham que mostrar mais dignidade e ficar calados, opina Andrea, adicionando que a Rússia é "o último país a atacar o Ocidente".

    De acordo com Cucco, a Aliança deve trazer de volta certos valores para ser capaz de se abster da expansão da informação hipócrita. O mundo mudou tanto nos últimos 70 anos e é ridículo manter tal Aliança esperando que ela continue desempenhando o seu papel habitual em circunstâncias completamente diferentes, concluiu ele.

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    Tags:
    membros, crise, exercício militar, ameaça, aliança, notícias falsas, manobras, OTAN
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