21:58 23 Janeiro 2018
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    Soldado polonês junto às bandeiras da OTAN, Polônia e EUA

    Polônia começa suas maiores manobras Dragon 2017

    © REUTERS/ Kacper Pempel
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    Na quarta-feira (20) em uma unidade militar próximo da capital polonesa, Varsóvia, foi realizada a cerimônia inaugural das maiores manobras militares da Polônia, Dragon 2017.

    "Das nossas manobras participarão todas as divisões das Forças Armadas; será praticada a cooperação com a Marinha e a Força Aérea. As tropas de defesa territorial, que participam das manobras pela primeira vez, vão defender as pistas de pouso e realizar ações de apoio às tropas", disse aos jornalistas o vice-ministro da Defesa da Polônia, Michal Dworczyk.

    Ele também explicou que, de acordo com o cenário dos treinamentos, um dos países vizinhos pretende obter o acesso aos recursos naturais na Polônia, tentando "desestabilizar a situação política" e "apoderar-se do território disputado". 

    Segundo os dados do Ministério da Defesa da Polônia, está planejada a participação de 17 mil efetivos e mais de 3,5 mil unidades de material bélico. Além dos militares poloneses, das manobras participarão tropas dos países membros da OTAN, incluindo os EUA, Letônia, Lituânia, Reino Unido, Alemanha, Eslováquia, Itália, Romênia, bem como da Geórgia e Ucrânia. 

    Anteriormente, o ministro da Defesa da Polônia, Antoni Macierewicz, declarou que os exercícios Dragon 2017 seriam realizados quase simultaneamente com as manobras russo-bielorrussas Zapad 2017, que têm causado preocupação entre as autoridades polonesas.

    Os exercícios conjuntos russo-bielorrussos estão decorrendo entre 14 e 20 de setembro no território da Bielorrússia e Rússia. Nelas participam cerca de 12,7 mil militares, 70 aviões e helicópteros, 680 unidades de material bélico, incluindo 250 tanques, 200 peças de artilharia, sistemas de mísseis e morteiros, bem como 10 navios.

    As manobras causaram preocupações nos países da OTAN e entre as autoridades da Ucrânia, que se queixam da falta de transparência nas manobras. Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, comentando o assunto, afirmou que o número de efetivos e equipamentos envolvidos nas manobras Zapad 2017 não atinge o nível sujeito a observação obrigatória prevista no Documento de Viena da OSCE de 2011. 

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    Tags:
    defesa, manobras, Zapad 2017, OTAN, Antoni Macierewicz, Polônia
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