19:34 15 Junho 2019
Ouvir Rádio
    Bashar Assad, presidente da Síria, e Vladimir Putin, presidente da Rússia, no Kremlin

    Países do G7 querem o fim do apoio da Rússia ao regime de Assad

    © Sputnik / Mikhail Klementiev
    Europa
    URL curta
    Ataque norte-americano contra base aérea síria (82)
    34623

    Os ministros de Relações Exteriores dos países que integram o grupo do G7 estão determinados a enviar “uma mensagem clara e coordenada” para a Rússia a respeito do apoio do Kremlin ao regime de Bashar Assad.

    Esta foi uma das definições no encontro desta segunda-feira entre os representantes de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão na cidade italiana de Lucca, na região da Toscana.

    “É o momento para [o presidente russo] Vladimir Putin encarar a verdade sobre o tirano que ele está apoiando”, declarou o ministro britânico Boris Johnson, em declarações reproduzidas pela agência AFP. Ele definiu a relação entre os russos e o governo Asssad como “tóxica”.

    O encontro de dois dias na Itália trataria de assuntos relativos à Líbia, Ucrânia e Irã, mas o ataque aéreo ordenado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a sua suposta motivação – o ataque com armas químicas perpetrado na província síria de Idlib, há uma semana – devem dominar os debates.

    “Precisamos deixar claro ao Putin que o tempo para apoiar Assad acabou”, continuou Johnson. O britânico disse acreditar também que a manutenção do apoio do Kremlin ao governo sírio está “prejudicando a Rússia”. Por fim, Johnson pediu que os russos trabalhem em conjunto com a comunidade internacional para resolver o conflito na Síria, impedindo novos eventos que envolvam armas químicas.

    Representando os Estados Unidos no encontro, Rex Tillerson disse que iria “entregar uma mensagem clara e coordenada aos russos”, em referência ao encontro que terá nesta terça-feira com o ministro de Relações Exteriores russo Sergei Lavrov, em Moscou.

    A expectativa do G7 é que o encontro entre Tillerson e Lavrov possa apontar para uma saída política, com a indicação de uma transição, a fim de pôr um fim à guerra civil que matou mais de 320 mil pessoas desde o seu início, em março de 2011.

    “A luta contra o terrorismo não pode ser efetiva se não a ligarmos com uma solução para a situação na Síria”, comentou o ministro francês Jean-Marc Ayrault.

    Tema:
    Ataque norte-americano contra base aérea síria (82)

    Mais:

    Especialista: Pequim considera ações dos EUA na Síria como bofetada
    Rússia não confirma que a ‘linha vermelha’ na Síria tenha sido ultrapassada
    Síria está pronta a se defender dos EUA com ajuda da Rússia
    Tags:
    armas químicas, violência, guerra, G7, Jean-Marc Ayrault, Donald Trump, Sergei Lavrov, Bashar Assad, Vladimir Putin, Rex Tillerson, Boris Johnson, Síria, Rússia, Europa
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar