23:19 08 Abril 2020
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    O piloto do contingente alemão da OTAN na base aérea estoniana, Swen Jacob, concedeu uma entrevista ao Washington Post e falou sobre os encontros com aviões russos sobre as águas neutrais do mar Báltico.

    Segundo diz o piloto ao Washington Post, as relações cada vez mais tensas entre a Rússia e a Aliança Atlântica têm impacto notável na ação dos pilotos militares: surgem mais hipóteses de os colegas se encontrarem no mesmo espaço aéreo.

    "Às vezes os pilotos voam a menos de 10 metros de distância dos aviões russos. É bastante perto para saudar o outro piloto ou mostrar-lhe o dedo médio, como há pouco o fez um piloto russo. Parece que assistiu demasiado a filmes de ação", disse.

    Entretanto, há momentos que, ao contrário, ajudem a aliviar a tensão. Certa vez um piloto russo entrou em contato com seu colega via rádio para o felicitar pelo Natal, adiantou o militar alemão.   

    "Eles [pilotos alemães] sabem o que acontecerá se eles fizerem alguma besteira, e eu acho que os russos também o entendem", considera Swen Jacob.

    Mais cedo, ao comentar as acusações de representantes finlandeses e estonianos contra a Rússia em uma entrevista ao jornal alemão Bild, Swen Jacob frisou que nenhum avião russo sobrevoou nem o território continental, nem as ilhas destes países bálticos. O piloto também sublinhou que durante seu serviço na Estônia ele não testemunhou nenhuma manobra agressiva por parte dos colegas russos.      

    Os Países Bálticos não se dispõem de aviões aptos para patrulhamento aéreo, por isso, desde abril de 2004 (após sua adesão à OTAN), são os países da Aliança que se encarregam de vigilar o respetivo espaço aéreo em sistema de rotação.

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    Tags:
    patrulhamento, voo de observação, manobras, cooperação militar, OTAN, Países Bálticos, Mar Báltico, Estônia, Finlândia, Alemanha, Rússia
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