12:13 12 Dezembro 2017
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    Gazprom Neft

    Por que UE muda opinião sobre Gazprom russo?

    © Sputnik/ Grigory Sysoev
    Europa
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    Até 31 de outubro a Comissão Europeia deve tomar a decisão sobre o uso do gasoduto OPAL, que é a extensão de outro (Corrente do Norte) no território da Alemanha, e que permite transportar gás para a Europa sem passar pela Ucrânia.

    Além disso, a UE notou que espera do gigante russo Gazprom "compromissos" escritos, o que permitiria atingir o acordo com a empresa russa, muitas vezes acusada de ser monopolista em países do Leste Europeu.

    Mas porque a UE agora parece pôr fim à retórica sobre monopolismo e procura chegar a acordo com Gazprom?

    A União Europeia quer diversificar os fornecimentos energéticos e assegurar entregas de gás russo. É por esta razão que a Comissão Europeia aumentou o acesso da Gazprom ao gasoduto OPAL na Alemanha.

    A informação foi divulgada na tarde da sexta-feira (28) por uma fonte próxima da comissão.

    Anteriormente, de acordo com as restrições europeias, a russa Gazprom só podia usar 50-55% da capacidade do gasoduto para transportar seu gás através a Alemanha para a República Tcheca. Mas a recente decisão de retirar as restrições permite ao lado russo usar a capacidade quase total do gasoduto – mais 40%.

    Os restantes 10% estão reservados para outros países, segundo divulgou a fonte.

    A decisão da Comissão Europeia indica uma mudança drástica relativamente Gazprom, acha Georges Estievenart, chefe do Instituto Prospectivo e de Segurança da Europa, localizado em Bruxelas.

    "É óbvio que aconteceu uma mudança. Foi feito um aviso sobre a questão energética, especialmente no contexto da crise ucraniana. Os geopolíticos tiveram influência sobre a posição da Comissão Europeia relativamente ao problema", disse ele à Sputnik França.

    Na opinião dele, há duas razões pelas quais a Europa quer atingir um acordo com a Gazprom. Primeiramente, a Europa quer ter fornecimentos energéticos fiáveis "especialmente no âmbito do esgotamento das reservas de gás na Holanda".

    "A segunda razão é a instabilidade política, especialmente em relação à Síria e Ucrânia", notou Estievenart.

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    Tags:
    analista, gasoduto, Gazprom, União Europeia
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