22:43 26 Janeiro 2021
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    O jornalista independente Giulietto Chiesa falou à Sputnik Itália sobre as razões que fizeram com que o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi se opusesse às sanções contra a Rússia.

    É conhecido que depois de sua viagem aos EUA, durante a qual ele recebeu apoio do presidente norte-americano Barack Obama, Renzi se dirigiu a Bruxelas com novas propostas. É pouco provável que tenha feito isso por sua iniciativa, disse o jornalista para a Sputnik Itália.

    Talvez Renzi tenha recebido a missão de abrir uma frente europeia para diminuir a tensão da atmosfera. Entretanto, na opinião do jornalista, a ideia não foi dele, veio do exterior. Se se dirigir a Bruxelas e de súbito declarar que é tempo de levantar as sanções à Rússia, isso significa que alguém ou algo o incitou a isso.

    A segunda razão para esta decisão de Renzi é o fato de que a elite financeira e representantes da indústria italiana estão se manifestando contra as sanções. Assim, ele decidiu que é preciso receber o apoio de pessoas influentes antes do referendo, que será realizado dentro de algumas semanas, e que decidirá se a Constituição do país será alterada. Disso depende a carreira política de Renzi, sublinhou Chiesa.

    Primeiro-ministro italiano Matteo Renzi
    © AFP 2020 / GABRIEL BOUYS
    A terceira razão é que agora se tornam visíveis as consequências do Brexit. Depois da saída do Reino Unido da EU, a França e a Alemanha se lembraram que Itália foi um dos países-fundadores da União Europeia e decidiram retornar à Europa o seu terceiro suporte – a Itália.

    Na opinião de Chiesa, a Europa percebeu estar em uma situação difícil, pois seus interesses não coincidem com os dos EUA. Como mostrar ao "Grande Irmão" que ela é oposição? A melhor opção é testar isso com ajuda do "pequeno irmão" – a Itália.

    Renzi jogou com sucesso três partidas – uma interna e duas externas. A França e a Alemanha cederam. A Europa fechou a questão das novas sanções contra a Rússia.

    Entretanto, segundo o jornalista, isso ainda não é o fim da história. Clinton quer uma guerra. Há outros em Washington que quererão castigar uma Europa pouco obediente. O resultado de tudo isso ficará claro em alguns meses, concluiu Chiesa.

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    Tags:
    missão, visita, política, sanções, Brexit, Matteo Renzi, União Europeia, Itália, Europa, EUA, Rússia
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