12:42 22 Novembro 2019
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    Cristine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI)

    O inverno está chegando: FMI vai salvar a Ucrânia?

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    A questão do financiamento da Ucrânia no âmbito de uma linha de fundo estendido (EFF, na sigla em inglês) está fora do programa de agosto da sessão dos diretores do FMI (Fundo Monetário Internacional).

    O ministro das Finanças ucraniano Aleksandr Danilyuk, numa entrevista a Economicheskaya Pravda, afirmou que a tranche pode ficar sem efeito porque a Ucrânia não consegue cumprir as exigências do FMI (em particular, criar um sistema eletrônico de declaração de rendimentos dos funcionários públicos).

    O programa de quatro anos de prestação de assistência financeira do FMI prevê, nomeadamente, facultar à Ucrânia US$ 17,5 bilhões (R$ 56,8 bilhões).

    Em março de 2015, o FMI transferiu para Kiev um primeiro empréstimo de US$ 5 bilhões. Em agosto do mesmo ano, ele enviou uma segunda parcela no valor de US$ 1,7 bilhões.

    A Ucrânia ainda espera receber uma terceira parcela, que está atrasada porque a crise política do país criou obstáculos à adoção das reformas exigidas pelo FMI. O ministro das Finanças ucraniano espera que o dinheiro, apesar de tudo, seja emprestado em setembro.

    Aleksandr Danilyuk esperava inicialmente que a reunião dos diretores do FMI discutisse essa questão em julho, depois esperou que ela fosse abordada em agosto, mas é obvio que o FMI não vai emprestar dinheiro, caso a reforma da declaração não seja realizada.

    Parece que para o governo ucraniano a questão mais importante é esconder seus rendimentos em vez de ajudar o povo ucraniano.

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    ajuda financeira, dinheiro, FMI, Christine Lagarde, Europa, Ucrânia
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