05:45 24 Setembro 2019
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    Corrupção brasileira chega à Espanha e Neymar pode pegar dois anos de prisão

    Fotos Públicas / CBF / Rafael Ribeiro
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    A Procuradoria da Audiência Nacional da Espanha solicitou nesta quarta-feira uma pena de dois anos de prisão para o craque brasileiro Neymar, atacante do Futbol Club Barcelona. O jogador é suspeito de envolvimento em um esquema de fraude quando da sua transferência do Santos para o time espanhol, há pouco mais de três anos.

    Na denúncia aceita pela justiça espanhola, o promotor José Perals também pede que o brasileiro pague uma multa de 10 milhões de euros (R$ 36 milhões), a prisão do atual presidente do Barcelona, Josep María Bartomeu, e de seu antecessor, Sandro Rosell, e o pagamento, pelo Barcelona, de uma multa de 8,4 milhões de euros.

    O caso contra Neymar e os outros envolvidos, que havia sido arquivado, foi reaberto há mais ou menos um mês a pedido da DIS, que detinha parte dos direitos sobre o passe do jogador. A empresa alega ter recebido menos do que deveria no caso de uma transferência do atleta para outro clube, uma vez que o valor real pago pelo Barcelona, 83 milhões de euros, através de contratos simulados, foi superior ao que havia sido anunciado (59 milhões). 

    Segundo o El País, em 2011, dois anos antes da transferência, o Barcelona assinou um pré-contrato com Neymar se comprometendo a pagar, por fora, 40 milhões de euros "diretamente" (através da N&N, empresa controlada por seu pai) ao jogador se ele aceitasse atuar pelo clube. Fora as multas, a DIS, que alega ter sido lesada financeiramente, pede uma indenização no valor mínimo de 159 milhões de euros.

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    Tags:
    corrupção, multa, prisão, futebol, El País, FC Barcelona, José Perals, Josep Maria Bartomeu, Sandro Rosell, Neymar, Catalunha, Barcelona, Espanha, Brasil
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