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    Bolsa de valores de Nova York, 20 de junho de 2019

    Caráter completamente novo: como será próxima crise global?

    © AP Photo/ Richard Drew
    Economia
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    O ministro russo do Desenvolvimento Econômico, Maksim Oreshkin, falou sobre uma possível crise financeira global durante seu discurso no Clube Valdai.

    Durante seu discurso no Clube Valdai de Discussões Internacionais, o ministro russo sublinhou que o aumento das tarifas de importação e as limitações do comércio global levarão à desaceleração do crescimento econômico global. Ao mesmo tempo, isso não fará baixar os preços.

    Nova crise será diferente

    "A crise vai ter outro caráter. É evidente que existe menos chances de crises financeiras, mas há maior possibilidade de eventos prolongados com crescimento baixo e alta inflação", revelou Oreshkin.

    Ele sublinhou que os problemas na economia não estarão ligados com a falta de fundos próprios dos bancos ou problemas no setor financeiro.

    "Trata-se de uma inversão do processo da globalização. É uma queda de eficiência da produção e produtividade por todo o mundo devido ao fato de as cadeias de valor acrescentado, que anteriormente estavam localizadas de maneira mais eficaz, estarem se tornando menos eficientes", explicou o ministro.

    Conflito comercial sino-americano definirá vetor da economia global

    Além disso, o ministro sublinhou que o vetor da economia mundial no próximo ano será determinado pela imprevisibilidade das negociações comerciais entre os EUA e a China.

    As duas maiores economias do mundo – a China e os EUA – estão envolvidas em uma disputa comercial desde março de 2018. Em maio de 2019, as tensões se agravaram ainda mais, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu aumentar as tarifas de 10% para 25% sobre cerca de 200 bilhões de dólares (cerca de R$ 800 bilhões) em importações chinesas.

    A China, por sua vez, também aumentou as suas tarifas sobre uma série de produtos estadunidenses no valor de 60 bilhões de dólares (cerca de R$ 230 bilhões) a partir de 1 de junho.

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    Tags:
    globalização, tarifas, guerra comercial, crise
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