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    The National Interest fez uma lista das embarcações mais impressionantes alguma vez lançadas à água na Rússia.

    Submarinos sempre desempenharam um papel extremamente importante na Marinha da União Soviética e depois da Rússia, sendo uma parte integrante da tríade nuclear e também um meio contra porta-aviões de ataque de potenciais inimigos.

    Projeto 661 Anchar: recorde de velocidade ainda intacto

    É difícil encontrar uma melhor ilustração de engenharia soviética do que a do submarino do projeto 661. Este foi lançado à água no fim de 1968 e até o momento mantém o título de submarino mais rápido do mundo. Graças a seus dois reatores nucleares, ele podia atingir uma velocidade de até 44,7 nós (mais de 82 km/h).

    Submarino soviético do projeto 661 Anchar
    Submarino soviético do projeto 661 Anchar

    Este submarino foi fabricado pela primeira vez pelo esquema de cascos duplos: o casco externo proporcionava a forma hidrodinâmica, enquanto o de pressão, na parte da proa, foi feito em forma de "oito", liberando espaço nos lados para silos de mísseis. Adicionalmente, também foi a primeira vez que se utilizou liga de titânio na fabricação do submarino.

    Digno de nota também é o fato que este foi o primeiro submarino no mundo que podia lançar mísseis de cruzeiro de posição submersa. Especialmente para o projeto 661 foi criado o PKR Ametist. Apesar de seu alcance não ultrapassar mil quilômetros, por seu lançamento dissimulado debaixo d'água, a tripulação podia facilmente obter êxito devido ao elemento surpresa.

    Entre as falhas da embarcação pode se nomear o fato de que com sua velocidade máxima ela criava um ruído de 100 decibéis, por isso ela podia ser detectada muito facilmente. Além disso, todas as tecnologias e materiais utilizados na produção eram em grande parte exclusivos e isso tornava o submarino muito caro, foi devido a isso que ele foi chamado de "Peixinho Dourado". Sendo assim, o projeto 661 nunca se fabricou em série, no entanto, a experiência acumulada durante a criação dele foi muito útil posteriormente no desenvolvimento de submarinos das gerações seguintes.

    Projeto 941 Akula: gigantesco e poderoso

    Os submarinos estratégicos do projeto Akula ("Tubarão" em russo) são os maiores do mundo (deslocamento de 48 mil toneladas). A base de seu armamento era constituída por 20 mísseis balísticos R-39, cada um dos quais podia carregar dez ogivas. Estes submarinos também foram equipados com torpedos e meios de defesa antiaérea.

    Submarino nuclear do projeto 941 Akula (Tubarão em russo)
    Submarino nuclear do projeto 941 Akula ("Tubarão" em russo)

    O primeiro submarino do projeto 941, Dmitry Donskoy, foi comissionado em 1981 e, ao contrário dos outros cinco navios do projeto, continua até ao momento em serviço da Marinha russa. Uma modernização profunda no fim dos anos 1990 permitiu remodelar o submarino para receber mísseis Bulava mais modernos. Também surgiu uma informação que o submarino poderia ser armado com 200 torpedos Kalibr.

    Projetos 877 Paltus e 636 Varshavyanka: 'buracos escuros'

    A União Soviética começou a fabricar submarinos diesel-elétricos do projeto 877 nos anos 70 do século passado. O projeto acabou por ser tão bom que até hoje ele mantém um potencial de modernização. Nos anos 90, começaram a ser lançados à água submarinos do projeto 636, uma continuação do projeto 877, os quais foram exportados à China, Vietnã e Argélia. Já nos anos 2000, apareceu o projeto mais moderno 636.3. Estes submarinos são fabricados exclusivamente para a Marinha da Rússia.

    Embarcações desta série foram chamadas de "buracos escuros" pelos países da OTAN, por sua indetectabilidade excepcional. Em geral, elas se destinam a travar guerra antissubmarino em águas costeiras e são armadas com torpedos e mísseis Kalibr.

    Projeto 955 Borei-A: melhor que os predecessores

    Os submarinos desta classe entraram em produção depois da dissolução da URSS, a tarefa deles é substituir os submarinos estratégicos moralmente obsoletos do projeto Akula. O conceito básico, segundo o analista de The National Interest, é o seguinte: a Marinha russa necessitava de um novo submarino, menor e mais leve do que Akula, porém com maior poder destrutivo.

    Knyaz Vladimir, um submarino nuclear do projeto 955A (Borei-A), dotado de mísseis estratégicos, na base naval de Severodvinsk
    Knyaz Vladimir, um submarino nuclear do projeto 955A (Borei-A), dotado de mísseis estratégicos, na base naval de Severodvinsk

    Por fim, a ideia foi posta em prática – o deslocamento do Borei é a metade do dos seus predecessores e ao mesmo tempo a bordo estão instalados 16 mísseis Bulava. Neste momento, quatro submarinos deste projeto encontram-se em serviço (bem como o modernizado 955A), e o número total muito em breve pode chegar a dez.

    Projeto 855 Yasen-M: nova geração de submarinos

    Projeto Yasen-M é a última geração de submarinos estratégicos russos, podendo se orgulhar de seu controle digital renovado, casco mais curto e assinatura acústica notavelmente mais baixa. Estes submarinos podem lançar os mais novos mísseis de cruzeiro russos – Kalibr-M (até 50 unidades a bordo) com alcance de 4.500 quilômetros, Oniks ou Tsirkon (até 40).

    Cerimônia de lançamento do submarino russo Kazan da classe Yasen-M
    © Sputnik / Sergei Mamontov
    Cerimônia de lançamento do submarino russo Kazan da classe Yasen-M

    As características do Yasen são comparáveis às dos submarinos norte-americanos da classe Virginia, apesar de seu custo consideravelmente mais baixo.

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    Tags:
    Marinha, submarinos
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