15:38 08 Agosto 2020
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    A OTAN iniciou os testes do primeiro de cinco novos drones de vigilância RQ-4D Alliance ao longo do mar Mediterrâneo.

    Com isso, a aliança espera avançar com a implementação da aeronave na Europa, que ativistas alegam ser potencialmente perigosa para os civis da região.

    "É um desafio muito interessante e fascinante, pois é a primeira vez que implementamos os Global Hawks em um espaço aéreo que está permanentemente muito congestionado", afirmou ao portal Defense News o secretário-geral adjunto de investimentos em defesa da OTAN, Camille Grand.

    O RQ-4D é um derivado do Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk e foi entregue pela primeira vez à OTAN na base aeronaval de Sigonella, na Sicília, Itália, em novembro de 2019. O segundo drone chegou à base aérea em dezembro de 2019, e as três aeronaves restantes deverão ser entregues durante o verão (europeu), segundo o Defense News.

    Pensava-se que os atrasos causados pela COVID-19 impactariam consideravelmente a programação dos testes do primeiro drone.

    "Os atrasos relacionados à COVID-19 foram apenas de algumas semanas, mas nada significativo [...] Agora, estamos adotando um padrão regular de voos para permitir que a força use o drone", afirmou Grand.

    Drone Global Hawk RQ-4
    © CC0
    Drone Global Hawk RQ-4

    Ele observou que a aeronave completou um voo de nove horas sobre o mar Mediterrâneo.

    "Você pode imaginar missões para analisar a situação nas fronteiras da OTAN [...] Tanto no Sul, como no Oriente Médio ou no Leste. Os drones permitem coletar informações além do espaço aéreo", ressaltou.

    No entanto, ainda não está claro se a OTAN será bem sucedida em obter a necessária autorização dos reguladores italianos, o que permitiria à aeronave cruzar todo o espaço aéreo da União Europeia.

    "A beleza do espaço aéreo europeu é que, uma vez que você seja certificado na Itália, você pode voar pelo espaço aéreo europeu", explicou Grand.

    Atualmente, os operadores do RQ-4D e de outros drones de vigilância militar devem obter permissão das autoridades de países individuais do continente para voarem no seu espaço aéreo.

    No início do ano, o ativista italiano Pippo Gurreri criticou a utilização dos satélites norte-americanos e dos drones RQ-4D da OTAN, alertando que estas decisões colocam em risco os cidadãos do país.

    "Além disso, estamos expostos ao risco de terrorismo. Somos a fronteira mediterrânea do chamado Ocidente e nossa região está frequentemente envolvida em conflitos [...] Agora que o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países] não tem mais seu território, se eles quiserem declarar guerra ao Ocidente, realizarão atos terroristas e, desse ponto de vista, estaremos em risco", concluiu.

    O RQ-4 Global Hawk é um veículo aéreo não tripulado de vigilância e coleta de dados. Tem cerca de 15 metros de comprimento, uma envergadura de asas de aproximadamente 40 metros, atingindo uma velocidade máxima de 629 km/h. Ele pode vigiar cerca de 100 mil quilômetros quadrados por dia.

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    Tags:
    mar Mediterrâneo, Mediterrâneo, OTAN, Força Aérea, veículo aéreo não tripulado, drone
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