02:03 05 Dezembro 2020
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    Hipótese de a OTAN atacar a Rússia parecerá descabida à maioria dos norte-americanos, mas os russos têm motivos históricos para temer uma invasão do Ocidente, sugere National Interest.

    Na realidade, e ao longo dos últimos séculos, a Rússia tem sido repetidamente invadida por potências como a Polónia, Suécia, França e Alemanha.

    Reforço da OTAN na fronteira ocidental russa

    Segundo informa a revista norte-americana The National Interest (NI), a mídia russa relatou recentemente um reforço a nível de tropas blindadas na estratégica fronteira ocidental do país.

    A NI relembra as afirmações do ministro da Defesa russo em como a direção estratégica ocidental continua sob a maior ameaça para a segurança militar da Rússia, pelo que está prevista a adoção de uma complexa série de medidas para neutralizar as potenciais ameaças, nomeadamente a nível de tanques, veículos blindados e sistemas de defesa antiaérea.

    Segundo a NI, a Rússia tem registrado repetidamente um alto nível de atividade militar dos EUA e seus aliados da OTAN perto das fronteiras russas, que considera se revestirem de um cunho nitidamente antirrusso.

    O que a história nos mostra

    Embora a ideia de a OTAN poder atacar a Rússia possa parecer um cenário inverosímil, o fato é que a Rússia, ao longo dos últimos séculos, tem sido repetidamente invadida por potências como a Polónia, Suécia, França e Alemanha.

    Costa da ilha Alexandre I, no mar de Bellingshausen, observada durante expedição de volta ao mundo no navio de pesquisa russo Almirante Vladimirsky
    © Sputnik / Aleksei Kudenko
    Costa da ilha Alexandre I, no mar de Bellingshausen, observada durante expedição de volta ao mundo no navio de pesquisa russo Almirante Vladimirsky

    Os Estados Unidos também participaram do que poderia ser visto como uma espécie de "invasão", quando tropas foram enviadas para a Rússia durante a Guerra Civil no país em 1918 e, ao invés de lutarem contra os alemães, os soldados norte-americanos se viram combatendo as forças bolcheviques.

    Duas décadas depois, a Alemanha nazista invadiu a União Soviética e mergulhou profundamente na "Mãe Rússia", sitiando Leningrado e quase alcançando Moscou, antes de ser travada em Stalingrado, relembra a NI.

    Após o fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética, a Rússia está indiscutivelmente mais vulnerável, enquanto muitos de seus antigos aliados da era comunista – incluindo a Polônia, Hungria e Romênia, juntamente com as repúblicas Tcheca e Eslovaca – são agora membros da OTAN.

    Assim, não é surpreendente que a Rússia melhore suas frotas navais e realize manobras e exercícios militares regulares, ao mesmo tempo que desenvolve novos equipamentos, como seu tanque T-14 Armata e seus mísseis submarinos hipersônicos.

    Tais equipamentos militares poderiam ser vistos não pela sua capacidade ofensiva, mas sim como meios dissuasores para garantir que a Rússia não enfrente mais uma invasão do Ocidente, conclui a National Interest.

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    Europa, EUA, OTAN, Rússia
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