15:53 29 Março 2020
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    Um total de cerca de 150 militares serão destacados para a Islândia para operar as quatro aeronaves em uma missão rotativa da Aliança Atlântica, que se planeja que dure três semanas.

    A OTAN destacou quatro caças F-35 noruegueses para patrulhar o espaço aéreo da Islândia durante três semanas. Esta é a primeira missão dos F-35 noruegueses no estrangeiro, informou a emissora nacional NRK.

    "Isto significa que estamos prontos para a missão tanto no país como no estrangeiro", disse o general e comandante da Defesa Aérea, Tonje Skinnarland.

    Os três primeiros aviões chegaram à Noruega no outono de 2017. Em novembro, os jatos foram declarados "inicialmente operacionais". Existem agora 15 na Noruega e quatro deles estão a caminho da Islândia.

    "Acredito que é uma missão muito importante, porque é uma missão de combate. Finalmente, podemos realizar uma tarefa de combate para a qual treinamos há muito tempo", disse o tenente-coronel Stale Nymoen e comandante do Esquadrão 332 na base aérea de Orland.

    A missão da Noruega na Islândia é chamada de policiamento aéreo. A Islândia não tem uma defesa aérea própria. Desde 2006, quando os norte-americanos se retiraram da base que tinham na ilha durante anos, os países da OTAN assumiram o controle do espaço aéreo em uma base rotativa. Agora é a vez da Noruega.

    "Temos de estar em alerta com dois aviões e ser capazes, por ordem da OTAN, de levantar voo e identificar os aviões que chegam, sejam eles civis, militares ou outros aviões", disse Nymoen sobre a missão.

    A Noruega tem contribuído para missões de patrulha aérea tanto na Islândia como na Lituânia. A última vez que jatos noruegueses sobrevoaram a Islândia foi em 2016.

    "É uma missão familiar, já a fizemos várias vezes antes com os F-16. A novidade é serem precisamente os F-35, e não simplesmente a operação dos F-35 no ar, mas o envio de uma força de F-35 para outro país", disse Skinnarland.

    Frota aérea norueguesa

    Os F-16 de Oslo ainda são usados para Alertas de Reação Rápida (QRA, na sigla em inglês) da OTAN na Noruega. O país adquiriu 52 novos caças F-35, que deverão substituir gradualmente a frota dos envelhecidos F-16. É esperado que os novos jatos fiquem totalmente operacionais até 2025.

    Caça F-16 da Força Aérea da Noruega (foto de arquivo)
    © AFP 2020 / Trond Hoeyvik/Scanpix Norway
    Caça F-16 da Força Aérea da Noruega (foto de arquivo)

    Apesar do preço oficial de 85,1 bilhões de coroas norueguesas (R$ 39,6 bilhões), o jornal Bergens Tidende estimou no ano passado que o custo poderia chegar a 97 bilhões de coroas (R$ 45,1 bilhões).

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    Tags:
    Islândia, F-35, F-16, OTAN, Noruega
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