14:59 11 Dezembro 2019
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    Caça F-15 da Força Aérea de Israel na base aérea de Ovda durante exercícios (foto de arquivo)

    Israel testa nova estratégia ar-terra em conflito na Faixa de Gaza

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    Força Aérea de Israel conduziu os exercícios Blue Flag (Bandeira Azul), em parceria com os EUA e aliados europeus, ao mesmo tempo que combatia a Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, surpreendendo especialistas militares.

    A Força Aérea de Israel conduziu exercícios militares na base aérea de Uvda, no deserto de Negev, a menos de 200 quilômetros da Faixa de Gaza, onde combate a organização Jihad Islâmica, reportou o portal Breaking Defense. O campo de batalha está a somente 10 minutos de distância para um caça armado e voando à velocidade de cruzeiro.

    Boeing 707 da Força Aérea Israelense demonstra abastecimento em voo de um caça F15
    © AP Photo / Tsafrir Abayov
    Boeing 707 da Força Aérea Israelense demonstra abastecimento em voo de um caça F15

    O exercício, denominado Blue Flag, reuniu as forças aéreas de Israel, EUA, Alemanha, Itália e Grécia e contou com a participação de caças furtivos norte-americanos F-35. Durante os exercícios, Israel testou o seu sistema de defesa antiaéreo Patriot, de fabricação norte-americana, recentemente modificado para responder ao avanço do sistema russo S-400 no Oriente Médio.

    De acordo com o portal, Israel nunca enfrentou o S-400 russo em uma batalha real, mas "as batalhas simuladas são uma boa prática para as guerras reais que virão".

    A capacidade de travar uma batalha real e realizar exercícios militares simultaneamente surpreendeu observadores militares. Os aliados, no entanto, não participaram dos ataques israelenses contra o grupo palestino e que mataram 32 pessoas na Faixa de Gaza. Apesar dos detalhes das operações israelenses serem confidenciais, os aliados puderam acompanhar o trabalho do escudo antimísseis israelense Cúpula de Ferro.

    "Os americanos e outros pilotos estrangeiros puderam acompanhar algumas das operações com ataques de alta precisão contra lançadores de mísseis", disse uma fonte israelense ao portal.

    Os ataques da Força Aérea Israelense teriam sido tão precisos, que um comandante de campo do grupo Jihad Islâmica teria sido assassinado após o míssil israelense entrar pela janela do seu quarto. Por outro lado, a mídia internacional reportou um ataque israelense que vitimou 5 crianças na Faixa de Gaza, sendo que a mais nova tinha somente dois anos de idade, em 14 de novembro.

    Foto de Wassem Abu Malhous, morto na Faixa de Gaza durante ataques aéreos israelenses, em 16 de novembro de 2019
    © REUTERS / Ibraheem Abu Mustafa
    Foto de Wassem Abu Malhous, morto na Faixa de Gaza durante ataques aéreos israelenses, em 16 de novembro de 2019

    O escudo antimísseis israelense Cúpula de Ferro, que passou por modificações recentemente, foi capaz de interceptar 90% dos foguetes lançados de Gaza contra áreas densamente populosas do território israelense.

    O sistema tem um sensor que intercepta somente os foguetes que representam uma ameaça real, a fim de economizar munição. Os foguetes usados pelos grupos localizados na Faixa de Gaza são "cronicamente imprecisos", segundo o portal.

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