14:35 22 Novembro 2019
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    Inteligência artificial (IA)

    Inteligência artificial militar dos EUA estaria trabalhando para acelerar ataques de armas

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    O Exército dos Estados Unidos está acelerando maciçamente o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) para reduzir o número de vítimas em combate, de acordo com um artigo da Fox News.

    O estabelecimento de uma guerra multidomínio de alta velocidade até 2030, em que a tecnologia da IA pode tirar partido de "redes" para atingir múltiplos alvos com mísseis Hellfire, como forma de diminuir o risco enfrentado pelos soldados em combate, é o objetivo principal da emergente Força-Tarefa de IA do Exército.

    "Um dos nossos desafios é como obter mais dados dos sistemas de combate e tratar esses dados", disse o brigadeiro-general Matt Easley, diretor da Força-Tarefa de Inteligência Artificial do Exército, citado pela Fox News.

    A inteligência artificial racionalizará e "fundirá" fontes distintas de dados para construir uma "fusão de sensores" através de múltiplas plataformas de combate, segundo o oficial americano.

    Dados precisos

    "Estamos em um ponto crítico de introduzir requisitos no sistema agora [...] para que daqui a 10 anos não estejamos onde estamos hoje, onde pode ser difícil organizar alguns dados", sublinhou.

    O brigadeiro-general incluiu sensores multiespectrais e Radar de Abertura Sintética (SAR) como exemplos de tecnologias que se beneficiarão do processamento de dados alimentado por IA.

    "Trata-se de permitir uma capacidade de aceleração, para que você possa reconhecer instantaneamente alvos para soldados que normalmente teriam que analisar dados de inteligência manualmente procurando pistas para obter as informações corretas de busca de alvos. Estamos obtendo o tipo certo de dados para permitir essa velocidade. Estamos trabalhando em obter os dados corretos para permitir manobrar com o mínimo de dados obtidos por soldados", comentou à Fox o tenente-coronel Christopher Lowrance.

    Robô (foto de arquivo)
    © Sputnik / Vladimir Astapkovich
    Robô (foto de arquivo)

    O artigo destaca que a velocidade de processamento da inteligência artificial será capaz de organizar os dados de forma rápida e eficiente, e que a vitória em uma guerra futura não só dependerá de dados precisos, mas também da velocidade do processamento e da rede desses dados.

    O software de IA será posteriormente capaz de reconhecer a forma de um tanque inimigo, enviá-la a um banco de dados e decifrar um alvo hostil em milissegundos, escreve a mídia.

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    Tags:
    robôs militares, Exército dos EUA, inteligência artificial
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