06:16 18 Novembro 2019
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    Veículos militares chineses transportando o míssil balístico DF-17 durante o desfile militar em homenagem aos 70 anos da criação da República Popular da China

    Novo drone supersônico chinês é uma má notícia para EUA, segundo mídia

    © AP Photo / Mark Schiefelbein
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    Durante o grandioso desfile militar do 1º outubro dedicado ao 70º aniversário da fundação da República Popular da China, o país apresentou diversos novos armamentos, entre quais o drone hipersônico WZ-8.

    Embora os mísseis balísticos intercontinentais DF-41 tenham atraído grande atenção entre as novas armas presentadas, os drones de vigilância e reconhecimento WZ-8 são os que têm implicações mais significativas para as capacidades futuras do Exército chinês, escreve a revista Military Watch.

    Apesar de os mísseis DF-41 poderem carregar ogivas nucleares para mais longe, mais rápido, em maiores quantidades e com maior confiabilidade do que os mísseis anteriores, a arma só representa uma melhoria de uma capacidade já existente em outros mísseis: atacar alvos em todo o território continental dos EUA com ogivas termonucleares.

    O WZ-8, pelo contrário, tem uma capacidade completamente nova e única não só para as Forças Armadas chinesas, mas também a nível global, uma capacidade que pode multiplicar o poder de muitos dos sistemas de armas táticas do país asiático.

    "O WZ-8 é destinado a voar a velocidades e altitudes extremas sobre o território inimigo para fornecer dados gerais de inteligência e informação sobre os alvos nas posições inimigas", explica a revista militar.

    Alguns aviões de reconhecimento como o A-12 estadunidense e o MiG-25R soviético realizavam tarefas similares e se mostraram fundamentais em uma série de importantes conflitos. Com o aparecimento de numerosos satélites de vigilância mais sofisticados, estas aeronaves deixaram de ser necessárias.

    Drone de vigilância hipersônico WZ-8 durante o desfile militar marcando o 70º aniversário da fundação da República Popular da China, em Pequim
    © REUTERS / Thomas Peter
    Drone de vigilância hipersônico WZ-8 durante o desfile militar marcando o 70º aniversário da fundação da República Popular da China, em Pequim

    Apesar de serem vitais em qualquer conflito, os satélites podem ser neutralizados, deixando as Forças Armadas sem os dados e as coordenadas necessárias para atacar os alvos inimigos. O WZ-8, no entanto, é capaz de voar a uma velocidade de entre Mach 6 e Mach 7, o que significa que é quase impossível de ser derrubado.

    "Atualmente, os mísseis ar-ar de longo alcance ocidentais, como o AIM-120 e o Meteor, são capazes de alcançar uma velocidade de Mach 5, sendo necessária uma velocidade superior a Mach 10 para derrubar de maneira confiável uma aeronave hipersônica como o WZ-8", apontou Military Watch.

    Embora os EUA tenham investido muito em capacidades antissatélite, o arsenal do Exército da China "não ficará cego" mesmo que seus satélites sejam eliminados. O WZ-8 não é uma arma de combate, mas é capaz de diminuir significativamente a capacidade de sobrevivência dos navios de guerra estadunidenses e complicar as operações da Marinha norte-americana na Ásia Oriental.

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    Tags:
    EUA, China, supersônico, drone
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