21:42 25 Agosto 2019
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    Un caza estadounidense F-35B

    Máquinas da morte: Pentágono pretende criar piloto robótico que pode abater aviões

    CC BY 2.0 / U.S. Navy / Adam Brock / An F-35B Lightning II lands aboard USS Essex
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    A Agência de Projetos Avançados de Defesa dos EUA (DARPA) anunciou a intenção de desenvolver o programa Evolução do Combate Aéreo (ACE), que visa criar um piloto robótico capaz aliviar o piloto humano em combate aéreo.

    Quando se trata das capacidades de pilotagem, o combate aéreo de proximidade é o mais complexo, tendo sido muito praticando durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, com o desenvolvimento dos mísseis ar-ar de longo alcance e a melhoria dos radares de bordo, ele se tornou bastante raro. No entanto, todos os caças a jato modernos continuam possuindo canhões, que são vitais nesse tipo de combate.

    Ao longo das últimas décadas, a Inteligência Artificial (IA) atingiu um nível em que pode assumir algumas das funções anteriormente desempenhadas pelos humanos. Embora a vantagem aérea ainda esteja do lado do piloto, que é capaz de tomar decisões rápidas dependendo da mudança da situação, a DARPA pretende alterar a situação.

    Se a IA for ensinada a ter todas as capacidades de pilotagem do aviador, ela será capaz de aliviar o trabalho do piloto e permitir que ele se concentre no quadro geral da batalha. A longo prazo, o piloto automático de combate será capaz de reagir à mudança de situação em combate aéreo muito mais depressa que uma pessoa.

    Esses robôs automáticos com IA serão treinados da mesma forma que os pilotos, adquirindo conhecimento começando com manobras simples e acabando nas mais complexas.

    Programa dividido em três etapas

    Na primeira fase a inteligência artificial irá praticar elementos de combate aéreo em simulações computacionais, enquanto que na segunda etapa, ela será introduzida em pequenos drones comerciais que irão demonstrar no ar as capacidades adquiridas pelo robô em tempo real.

    Já a terceira e última parte do programa consiste na instalação da IA em um avião de combate. O piloto terá que assistir em tempo real como a inteligência artificial lida com as tarefas atribuídas a ele.

    Em cada fase, perante a IA serão colocados objetivos cada vez mais complexos, tendo que ser treinado primeiro para abater mísseis de cruzeiro, depois para atacar bombardeiros e, finalmente, para lutar contra caças supermanobráveis.

    Futuro da ciência militar?

    Na DARPA enfatizam que, embora o combate aéreo próximo seja imprevisível, o "comportamento" da aeronave é estritamente limitado pelas características tácticas e técnicas e pelas leis da aerodinâmica, ou seja, a IA aprenderia facilmente as táticas ensinadas.

    No entanto, a agência explica que o principal objetivo do programa não é criar um caça robótico, mas sim desenvolver tecnologias que reforcem no futuro a ligação entre a inteligência humana e a artificial. De acordo com os especialistas da DARPA, esta simbiose é o futuro da ciência militar.

    O programa ACE se tornará parte do conceito ocidental de guerra de "mosaico", que prevê a utilização maciça de sistemas automáticos não tripulados operando em estreita ligação com os seres humanos.

    Como exemplo deste conceito, o chefe do Escritório para as Tecnologias Estratégicas da DARPA, Timothy Grayson, descreveu a utilização de quatro drones em uma única formação de combate com um caça tripulado: um drone deve bloquear os radares inimigos, o segundo deve portar armas, o terceiro deve procurar os alvos e o quarto deve agir como isca para a defesa antiaérea.

    Cabine de pilotagem do caça norte-americano F-35C Lightning II
    Cabine de pilotagem do caça norte-americano F-35C Lightning II

    O programa ACE permitirá que ele se concentre no quadro geral da batalha, enquanto o avião e os drones atribuídos a ele irão cumprir autonomamente tarefas individuais. Desta forma, o programa criará uma estrutura hierárquica na qual as funções cognitivas de nível superior permanecerão com o ser humano, enquanto as manobras das aeronaves e detalhes táticos do combate serão da responsabilidade dos sistemas autônomos.

    Aplicação militar da inteligência artificial

    Em fevereiro deste ano, o Pentágono descreveu a sua primeira estratégia de aplicação militar da inteligência artificial. O documento prevê a aceleração da utilização desses sistemas em domínios como a recolha de informações, bem como na previsão de problemas técnicos em navios e aeronaves.

    Como salienta o texto, os Estados Unidos precisam de passar à utilização de inteligência artificial, uma vez que outros países, nomeadamente a Rússia e a China, fazem investimentos significativos nesses projetos para fins militares.

    Anteriormente, soube-se que o Pentágono tenciona fazer investigação no domínio da utilização da inteligência artificial para resolver tarefas de combate. De acordo com o orçamento militar dos EUA, no ano fiscal de 2020 está previsto gastar 927 milhões de dólares em desenvolvimentos nesta área.

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    Tags:
    inteligência artificial, robô, Agência de Projetos Avançados de Defesa dos EUA (DARPA)
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