12:56 22 Agosto 2019
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    F-5EM da Força Aérea Brasileira (foto de arquivo)

    Quais são as forças aéreas mais poderosas da América do Sul?

    © flickr.com/ Força Aérea Brasileira
    Defesa
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    Embora a América do Sul não tenha sido palco de tantos conflitos militares como o resto do mundo, as incertezas relacionadas com a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela levantam questões sobre o preparo dos países sul-americanas para uma possível guerra.

    O site Global Firepower elaborou uma lista dos países mais poderosos do mundo do ponto de vista de defesa, destacando, entre outros componentes, o potencial das respectivas Forças Armadas. A Sputnik Brasil analisou o ranking no que respeita ao poder aéreo dos países latino-americanos mais importantes.

    Brasil

    O Brasil dispõe no total de 706 aeronaves, ocupando a 1ª posição na América do Sul e a 16ª posição mundial. Entre eles há 43 caças, 121 aviões de ataque, 123 aviões de transporte e 190 helicópteros.

    Um dos principais caças militares brasileiros é o F-5, fabricado nos EUA. Os helicópteros mais avançados utilizados pelo Brasil são os Mi-35M russos.

    Além disso, o país já firmou com a Suécia um contrato para a compra de 36 caças Saab JAS Gripen, que serão entregues entre 2019 e 2024. O caça ganhou uma licitação de que participaram o F/A-18, o Rafale, o Su-35, o F-16 e o Eurofighter.

    Está previsto que com o tempo o Brasil também participe da montagem destas aeronaves avançadas.

    Colômbia

    Na América do Sul a Força Aérea colombiana ocupa a 2ª posição e no mundo a 26ª, sendo composta de 490 aeronaves. Entre eles há 21 caças, 59 aviões de ataque, 71 de transporte e 272 helicópteros.

    Os principais aviões do país são os caças IAI Kfir de fabricação israelense. Os caças foram comprados em segunda mão em Israel no final do século passado. Em 2017, foi finalizada a modernização de toda a frota destas aeronaves pela própria empresa fabricante, que receberam sistemas de voo da geração 4+.

    A Colômbia se destaca também por uma grande variedade de drones, ao possuir em serviço nove tipos destes aparelhos não tripulados. Cinco deles são de fabricação nacional, dois são de Israel e um é dos EUA.

    É provável que seja o único país do continente latino-americano a empregar tanto número de drones.

    Chile

    Com 293 aeronaves, a Força Aérea do Chile ocupa a 3ª posição no ranking latino-americano, e a 34ª no ranking mundial. O país possui 44 caças, 44 aviões de ataque, 35 aviões de transporte e 93 helicópteros. 

    A Força Aérea chilena é composta principalmente por aeronaves de fabricação norte-americana, tendo em posição de destaque os 46 caças F-16 em várias versões. 

    Dez destes são do modelo C/D Block 50+. Outros caças F-16 foram adquiridos da Holanda. Uma parte deles posteriormente foi modernizada para Block 50, enquanto outros foram renovados para MLU M4.

    Peru

    A Força Aérea peruana é bastante imponente em comparação com a maioria dos países do continente, ocupando neste a 4ª posição e a 37ª no mundo. Sua frota conta com 288 aeronaves, incluindo 28 caças, 70 aviões de ataque, 36 aviões de transporte e 98 helicópteros.

    O país possui 19 caças MiG-29, em várias versões, que em 2012 foram modernizados até ao padrão SMP. O Peru também utiliza caças Dassault Mirage 2000, modernizados em 2009 até ao padrão Mirage 2000-5.

    O Peru tem também 18 aviões de ataque ao solo Su-25, conhecidos como "tanques voadores". De acordo com algumas fontes, estes aviões derrubaram ao menos 25 aeronaves que transportavam cocaína entre 1998 e 2005.

    Além disso, a Força Aérea do Peru tem 16 helicópteros de combate Mi-25 (versão de exportação do Mi-24D) e dois Mi-35.

    Venezuela

    A República Bolivariana da Venezuela ocupa a 5ª posição na América do Sul e a 39ª no mundo, tendo no total 279 aeronaves. Entre eles há 39 caças, 39 aviões de ataque, 54 aviões de transporte e 86 helicópteros.

    A Força Aérea venezuelana conta com 23 caças Su-30MKV (uma versão do Su-30MK2 para a Venezuela) que portam tanto armamento para combate aéreo como para ataque ao solo. Entre as armas que os caças podem empregar está o míssil antinavio Kh-31.

    Além disso, o país utiliza caças F-16 de fabricação norte-americana, que apesar de serem antigos podem ser destacados por tais características como a velocidade e agilidade.

    O país dispõe também de 10 helicópteros de combate Mi-35M2.

    Argentina

    A Força Aérea de Argentina completa o top 6 das mais poderosas da América do Sul, com um total de 269 aeronaves, ocupando também a 41ª posição do mundo. O país dispõe de 24 caças, 52 aviões de ataque, 16 aviões de transporte e 118 helicópteros.

    Mauricio Macri, presidente de Argentina
    © AP Photo / Natacha Pisarenko
    Durante um longo período, a Argentina operava o A-4AR Fightinghawk dos EUA, o principal caça do país durante a Guerra das Malvinas. Depois da guerra, os argentinos começaram a negociar a compra de novos aviões de combate, pretendendo comprar o F-16. Porém, com a recusa dos EUA em vendê-los, a Argentina adquiriu o A-4M e o OA-4M. Estes atualmente têm apresentado problemas devido ao envelhecimento e à manutenção prejudicada pela falta de recursos financeiros.

    Além disso, o país opera caças de fabricação doméstica IA 58 Pucará dos anos 70. O país iniciou uma profunda modernização da frota de caças, recebendo em 2017 o primeiro exemplar modernizado.

    Entre os helicópteros usados pelo país há o Mi-17, da Rússia, e o Bell 212, além de outros.

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    Tags:
    força militar, poderio, exército, Força Aérea, ranking, Global Firepower, Chile, Colômbia, Venezuela, Peru, Argentina, Brasil
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