02:07 20 Julho 2019
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    Veículos militares lavando mísseis balísticos chineses DF-26

    Mísseis chineses seriam um alerta à Marinha dos EUA?

    © AFP 2019 / Andy Wong
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    Dia após a última operação de "liberdade de navegação" da Marinha dos EUA em torno das ilhas disputadas no mar do Sul da China, Pequim divulgou o desenvolvimento de mísseis capazes de atingir médios e grandes navios.

    O míssil DF-26 de médio alcance é capaz de acertar alvos a até 5.471 km, sem contar na sua capacidade de possuir ogivas nucleares para afundar porta-aviões, realizando ataques nucleares ou convencionais e atingindo alvos terrestres e marítimos.

    Com esse míssil a China certamente seria capaz de atingir a base Andersen da Força Aérea dos EUA, entre outras instalações-chave dos EUA. Com isso, a China pretende alertar que o país é capaz de proteger seu território, segundo artigo publicado pela CNN.

    Os DF-26 também conhecidos como "assassinos de Guam", devido à sua capacidade de atingir as bases militares dos EUA na ilha de Guam, ameaçando seriamente os mais poderosos navios da frota americana antes mesmo de se aproximarem do gigante asiático.

    Os mísseis vieram à tona no desfile militar de 2015 em Pequim e representam um grande avanço para o setor tecnológico da China. Contudo, Pequim não desenvolveu apenas mísseis avançados, como também novas fortificações militares nas ilhas.

    Malcolm Davis, analista sênior em defesa estratégica e capacidade do Instituto de Política Estratégica australiana, em Canberra, acredita que a administração de Trump está recuando diante da pressão chinesa.

    Após diversos desentendimentos referentes à "liberdade de navegação" em torno das ilhas disputadas pela China, o presidente chinês, Xi Jinping, informou que pretende elevar capacidades estratégicas e de defesa, bem como, as condições de combate e treinamento militar.

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    Tags:
    Marinha, disputa territorial, ilhas, míssil balístico, míssil, China
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