08:37 22 Novembro 2018
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    Analista militar: defesa antimíssil russa não se limitará à 'Mão Morta'

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    O tenente-general russo declarou que o sistema automatizado de controle de golpe nuclear Perimetr, conhecido no Ocidente como "Mão Morta", pode se tornar inútil perante a ameaça dos EUA. O especialista militar Viktor Litovkin comentou ao serviço russo da Rádio Sputnik as capacidades da defesa russa.

    O ex-chefe do Estado-Maior das Tropas Estratégicas de Mísseis da Rússia, tenente-general Viktor Esin, explicou em entrevista ao jornal Zvezda por que o sistema automatizado de controle de golpe nuclear Perimetr ou "Mão Morta" pode perder a sua eficácia no caso de um conflito militar.

    Segundo o tenente-general, se os mísseis norte-americanos forem instalados perto das fronteiras russas depois da saída dos EUA do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (Tratado INF), o país enfrentará uma grande ameaça. A Rússia se vê desta forma empurrada a passar da doutrina de golpe de resposta para a doutrina de ataque preventivo.

    O militar afirmou que o sistema Perimetr foi modernizado e funciona bem. Porém, "quando ele reagir, restarão poucos meios, nós conseguiremos lançar apenas os mísseis que sobreviverem ao primeiro ataque do agressor", destacou ele, acrescentando que "ainda não temos resposta eficaz para os mísseis americanos de médio alcance na Europa".

    Segundo o general, o posicionamento de mísseis americanos na Europa permite aos EUA lançar um ataque que deixará a Rússia desarmada, perdendo os centros de controle do país e das Forças Armadas.

    O especialista militar Viktor Litovkin comentou ao serviço russo da Rádio Sputnik as capacidades da defesa russa no caso de um potencial ataque.

    "A defesa contra mísseis de médio e curto alcance, se os norte-americanos os posicionarem no continente europeu, não se limitará ao sistema Perimetr. Há muitos outros sistemas: podem ser nossos mísseis de cruzeiro da classe Kalibr, mísseis tático-operacionais Iskander, mísseis ar-terra X-101", declarou Litovkin, acrescentando que há inúmeros meios que podem resistir aos mísseis norte-americanos na Europa.

    Em 20 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que seu país abandonaria o Tratado INF, alegando supostas violações do acordo pela Rússia. Mais tarde, o presidente estadunidense acrescentou que os EUA aumentarão suas capacidades nucleares até que os outros países, como a Rússia e a China, "retomem a razão".

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    especialista, mísseis, Defesa antimíssil (DAM), ameaça, Perimetr, Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, Kalibr, Iskander, Europa, EUA, Rússia
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