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    Soldados norte-americanos participam de cerimônia de abertura do exercício militar Iron Wolf 2017, na área de treinamento em Pabrade, ao norte da capital lituana de Vilnius, em 12 de junho de 2017

    Pentágono acha que Rússia será incapaz de manter seu potencial militar

    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
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    O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford, afirmou que é improvável que a Rússia represente a mesma ameaça que a China representará aos EUA em 2025-2035.

    Segundo o general, os anos 2025-2035 são a "referência pela qual avaliamos nossa capacidade de desempenhar nossas funções" no futuro.

    "Seremos capazes de alcançar maiores capacidades que a China e, possivelmente, a Rússia, que é improvável que consiga manter o mesmo nível que tem agora. Os indicadores demográficos e econômicos estão caindo lá. E eu não acho que em 2025-2035 a Rússia represente a mesma ameaça significativa que a China."

    O chefe do Estado-Maior americano adiciona que a Rússia continuará a ter o mesmo potencial militar e que a China tem mais chances de aumentar suas capacidades.

    "Na minha opinião, o que eles fizeram em termos de aumentar seu potencial militar nos últimos anos continuará […] Acho que nos próximos 20-30 anos é a China que devemos ver como uma ameaça."

    Em setembro, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, classificou as armas nucleares da Rússia como a principal ameaça externa a seu país.

    Recentemente, o Pentágono promulgou a doutrina nuclear dos EUA, na qual é prestada grande atenção ao desenvolvimento das forças nucleares russas.

    No documento é afirmado que os EUA continuarão investindo no desenvolvimento de ogivas nucleares e modernizando elementos de sua "tríade nuclear" — mísseis intercontinentais, submarinos estratégicos e bombardeiros.

    Apesar de Moscou negar veemente qualquer tipo de ataque a países da OTAN, as declarações sem fundamentos sobre uma suposta "ameaça russa" continuam. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que a organização está ciente de que da Rússia não tem planos de realizar qualquer ataque, e que a OTAN simplesmente aproveita a ocasião para instalar mais equipamentos e batalhões perto das fronteiras russas.

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    Tags:
    tríade nuclear, armas nucleares, capacidade militar, potencial, ameaça militar, Estado-Maior Conjunto, Sergei Lavrov, James Mattis, Joseph Dunford, Rússia, China, EUA
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