14:24 17 Dezembro 2018
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    Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico, adquirido pelo Brasil da Royal Navy, a Marinha britânica

    No Rio, o mais recente navio da Marinha do Brasil: porta-helicópteros com radar 3D (VÍDEO)

    © Foto : Marinha do Brasil
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    Adquirido da Royal Navy, a Marinha britânica, o Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico, primeira embarcação da Marinha do Brasil equipada com radar 3D, ancora em águas brasileiras neste sábado, 25.

    O navio, quando era o HMS Ocean, participou de ações humanitárias em Kosovo e na América Central, além de intervenções britânicas na guerra civil de Serra Leoa e no Iraque.

    A aquisição desse porta-helicópteros é de extrema importância para a atuação da Marinha do Brasil, de acordo com a avaliação feita pelo especialista em assuntos militares Alexandre Galante. Em entrevista à Sputnik Brasil, o ex-integrante da Força Naval afirma que a aquisição permitirá o retorno das operações com helicópteros por parte da Armada:

    "A Marinha vai poder voltar a operar com os seus helicópteros da Força Aeronaval de forma plena, o que não era possível desde a desativação do porta-aviões São Paulo." Atualmente, segundo Galante, "o navio de desembarque Bahia, que foi adquirido da Marinha francesa, pode operar helicópteros, mas de forma limitada", acrescenta.

    A embarcação chega ao Cais Norte do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, na ilha das Cobras, na manhã deste sábado, sob o comando do catarinense capitão-de-mar-e-guerra Giovani Corrêa e com uma tripulação de 303 militares, que, após a chegada, receberá mais 129.

    Na avaliação de Alexandre Galante, o maior diferencial desse porta-helicópteros adquirido da Royal Navy por cerca de 84 milhões de euros, segundo a mídia local, é o radar 3D Artisan, que aumentará a capacidade operacional da Marinha. O equipamento, cujos detalhes de funcionamento são confidenciais, é capaz de rastrear e vigiar mais de 900 alvos simultaneamente.

    Além do radar 3D, a embarcação é equipada com o moderno Membrane Bio-React, um sistema de tratamento sanitário desenvolvido para processar as águas residuais e o esgoto de bordo.

    Antes de embarcar em direção ao Brasil, os 303 integrantes da tripulação brasileira passaram por um treinamento de cerca de cinco meses, entre fevereiro e junho deste ano, absorvendo experiências e informações técnicas a respeito do navio, realizando cursos ministrados pela Royal Navy e pelos fabricantes dos equipamentos de bordo, bem como acompanhando as manutenções que proporcionaram o recebimento do PHM Atlântico em plenas condições operacionais.

    Após a incorporação do porta-helicópteros à Marinha do Brasil, o Flag Officer Sea Training, centro de treinamento da Marinha do Reino Unido, conduziu exercícios operacionais com o propósito de aperfeiçoar o adestramento da tripulação brasileira para executar as tarefas inerentes à condução do navio.

    PHM Atlântico tem capacidade para até 19 helicópteros

    Construído pelas empresas Kvaerner Govan e Vickers Shipbuilding Engineering Limited (VSEL), em Barrow-in-Furness, na Inglaterra, em meados dos anos 90, a embarcação tem 203,43 metros de comprimento, possui um raio de ação de 8 mil milhas náuticas e trabalha com uma velocidade máxima mantida (VMM) de 18,0 nós.

    O PHM Atlântico tem capacidade para operar em seu convés de voo até 7 aeronaves simultaneamente, além de transportar até 12 aeronaves em seu hangar, podendo utilizar todos os tipos de helicópteros pertencentes aos esquadrões da Marinha do Brasil. O navio, de acordo com a Armada, tem ainda a capacidade de transportar até 800 militares como tropa e projetá-los por meio de movimento helitransportado, ou por meio de 4 lanchas de desembarque.

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    Tags:
    VSEL, Vickers Shipbuilding Engineering Limited, Kvaerner Govan, Royal Navy, Marinha do Brasil, Alexandre Galante, Barrow-in-Furness, Kosovo, América Central, Inglaterra, Serra Leoa, Iraque, Reino Unido, Rio de Janeiro, Brasil
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