09:15 16 Dezembro 2018
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    Lançamento de míssil Trident D5 a partir do submarino USS Kentucky, arquivo

    Para que EUA propalam com tanta teimosia suas 'novíssimas' armas que nem sequer existem?

    CC0 / U.S. Navy
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    Os EUA revelaram as capacidades das armas nucleares de baixa potência que estão sendo criadas para confrontar a Rússia. Em uma conversa com a Sputnik, o cientista político Oleg Glazunov partilhou sua opinião sobre o eventual objetivo de tais publicações.

    Segundo informou recentemente o portal Warrior Maven, Washington anunciou o começo de um programa para criar promissoras armas nucleares de baixa potência.

    Trata-se da criação de um míssil de cruzeiro de baseamento marítimo com ogiva nuclear, bem como de mísseis de cruzeiro de longo alcance lançados de submarinos, indica a edição.

    Supõe-se que estes novos projetos deem ao país uma possibilidade de escolha entre várias variantes de resposta militar a um potencial inimigo. Já o desenvolvimento das armas de baixa potência é visto por muitos especialistas norte-americanos como um fator importante de "contenção da Rússia" através da tática de "escalada para a desescalada".

    Segundo disse ao portal Hans Kristensen, diretor do projeto informativo sobre as armas nucleares da Federação de Cientistas Americanos, a maior parte das configurações técnicas ainda tem que ser definida, embora o Pentágono já tenha exposto o projeto inicial.

    De acordo com ele, em vez de criar uma arma completamente nova, existe também a variante de equipar os mísseis balísticos de lançamento submarino Trident D5 com as ogivas de baixa potência W76-2. Planeja-se criar as novas ogivas na base das W76-1, eliminando o combustível termonuclear (urânio, lítio e deutério). Em resultado, vai restar apenas a espoleta de plutônio, enquanto a libertação de energia vai se reduzir de 100 para cinco-seis quilotons.

    "É muito mais fácil que criar uma ogiva completamente nova", frisa Kristensen.

    O Pentágono observa que tal opção não exige a criação de novas ogivas nucleares, não levará ao aumento das reservas nucleares e, consequentemente, não contraria as obrigações estadunidenses no âmbito dos acordos internacionais sobre não-proliferação.

    Em uma conversa com o serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista da Associação de Cientistas Políticos Militares, Oleg Glazunov, comentou a respectiva publicação.

    "Para quê propalar sobre o início desses estudos por todo o mundo? É muito simples. Após o presidente Vladimir Putin ter mostrado as nossas novíssimas armas, todo o mundo ficou chocado. A produção bélica russa, que todo o mundo considerava como desmoronada, conseguiu apresentar os tipos mais novos e mais modernos de armas. Agora os EUA, para elevar a moral dos seus soldados, gritam que alegadamente também teriam armas novíssimas. Entretanto, estes mísseis datam do sécio XX, não vejo nada de novo nesses mísseis com ogivas nucleares", resumiu.

    Em 1º de março, se dirigindo à Assembleia Federal, o presidente russo apresentou novas armas russas que não têm análogos no mundo. Trata-se do sistema de mísseis Sarmat, drones submarinos, um míssil de cruzeiro com instalação energética nuclear, o sistema de mísseis Kinzhal para aviões e armas laser.

    Além disso, presidente falou sobre a criação das armas hipersônicas — sistemas Avangard capazes de voar nas camadas densas da atmosfera a distâncias intercontinentais à velocidade que ultrapassa o Mach em mais de 20 vezes. Em opinião de especialistas, a criação de tais armamentos tornará inútil todo o sistema de defesa antimíssil estadunidense.

    Tags:
    ogiva nuclear, armas nucleares, Trident II D-5, Rússia, EUA
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