05:50 25 Maio 2018
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    Destróier HMS Duncan, foto de arquivo

    Como podem os mísseis Kinzhal 'assassinar' navios estadunidenses?

    CC BY-SA 2.0 / Defence Images / New Type 45 Destroyer HMS Duncan
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    O sistema de mísseis hipersônicos russo Kinzhal pode ser considerado como o principal "assassino de porta-aviões" no Pacífico, podendo esta arma neutralizar a Marinha dos EUA e ajudar Moscou e Pequim reduzir a presença militar do Ocidente na região, acredita o especialista Abraham Ait.

    Segundo escreve na edição The Diplomat, anteriormente Washington receava mais os mísseis balísticos antinavio chineses de médio alcance DF-21D. Armas deste tipo podiam eliminar um porta-aviões norte-americano a cerca de 1.400 km de distância do litoral chinês, o que aumentava significativamente as possibilidades de Pequim de assegurar o patrulhamento do mar do Sul da China.

    A Marinha dos EUA, por sua vez, reconhecia a sua incapacidade de se defender dos DF-21D, o que fazia Washington se comportar de modo mais moderado. Já não era possível resolver um conflito hipotético através do envio de um grupo naval para a zona. Agora, na região também podem aparecer os mísseis Kinzhal russos.

    "Sim, o DF-21D é realmente uma arma única, mas, desde 2018, os novos mísseis hipersônicos russos passam a ser a maior ameaça para os navios militares dos EUA na região Ásia Pacífico", sublinha o autor.

    Recentemente, estes armamentos foram instalados nos caças interceptores MiG-31. O alcance desta aeronave permite aos pilotos russos terem os porta-aviões estadunidenses na mira à distância de 3.500 km da fronteira marítima, assinala Abraham Ait.

    O especialista também comparou o Kinzhal com os mísseis antissubmarino BrahMos, projéteis de última geração para eliminação de grandes alvos marítimos do inimigo.

    Entretanto, os mísseis hipersônicos russos são muito mais rápidos e têm ogivas com maior massa. De acordo com Abraham Ait, o Kinzhal é capaz de destruir o maior navio do inimigo com um só disparo e à distância de até 2.000 km.

    As autoridades militares dos EUA já têm expressado várias vezes preocupações quanto ao país não ter ainda capacidade de interceptar os mísseis hipersônicos.

    Para mais, a mídia começou a divulgar informações sobre os problemas dos sistemas antiaéreos norte-americanos: assim, de acordo com o jornal New York Times, em 2017 o complexo Patriot na Arábia Saudita nem sequer conseguiu interceptar o míssil tático R-11 (Scud), construído em meados do século passado.

    "Isto levará a consequências graves não apenas para o território norte-americano, capaz de ser alcançado pelos mísseis balísticos intercontinentais da Rússia, mas também para a Marinha, cujos porta-aviões e destróieres podem ser afundados na sequência de um ataque dos Kinzhal em um eventual conflito", explicou.

    Para além disso, caso os MiG-31 com mísseis hipersônicos sejam posicionados no Extremo Oriente russo, a Força Aérea da Rússia poderá seguir os navios estadunidenses à distância de até 3.500 km da costa. A Rússia poderá, assim, "fechar" uma grande parte do mar do Sul da China, onde ocorre um conflito entre os interesses de Washington e Pequim, e aumentar a sua influência na região, resumiu.

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    Tags:
    míssil hipersônico, MiG-31, Kinzhal, Marinha dos EUA, EUA, Rússia
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