04:50 19 Julho 2018
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    Sistemas da defesa antiaérea S-300 durante os ensaios  do desfile militar na Praça do Palácio em São Petersburgo, maio de 2016

    Defesa antiaérea da Síria pode repelir agressão vinda do ar, diz analista

    © Sputnik / Aleksei Danichev
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    Os fornecimentos de sistemas S-300 à Síria terão um caráter estratégico para a região, incluindo para Israel. Entretanto, o sistema de defesa antiaérea sírio possui o potencial necessário para repelir os ataques do ar, disse à Sputnik o especialista militar Igor Korotchenko.

    Mais cedo, o assessor do presidente da Rússia para a cooperação técnico-militar, Vladimir Kozhin, declarou ao diário Izvestia que as negociações sobre fornecimentos dos sistemas antiaéreos S-300 à Síria não estão em curso. Ele notou que os militares sírios têm "tudo o que é necessário".

    Em 9 de maio, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, visitou Moscou. No decorrer da visita ele teve um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, durante a qual os dirigentes discutiram a situação na Síria, incluindo os ataques aéreos de Israel contra objetivos no país árabe, bem como o aumento das tensões entre Tel Aviv e Teerã.

    "Na tomada da decisão sobre os fornecimentos de S-300 a Damasco deve ser levado em conta que na Síria esse sistema seria de fato uma arma estratégica, já que a zona de alcance do sistema cobriria todo o espaço aéreo sobre Israel", disse Korotchenko.

    No entanto, o especialista notou que o sistema de defesa antiaérea da Síria está hoje em dia otimizado em correspondência com as capacidades financeiras do país e o nível de preparação de combate dos militares sírios. Para uma integração nele dos sistemas S-300 seria necessário preparar os especialistas respectivos, o que levaria muito tempo.

    "Os fornecimentos de sistemas antiaéreos sírios de longo alcance seria, sem dúvida, desejável, mas, além do mais, é preciso levar em conta a ausência de especialistas treinados. A preparação de uma unidade de combate de S-300 e seu treinamento levarão bastante tempo. O sistema antiaéreo sírio que existe hoje em dia corresponde às capacidades financeiras e militares do país", explicou o interlocutor da agência.

    Segundo foi comunicado anteriormente, o Estado-Maior da Rússia referiu que se podia voltar a discutir as remessas de S-300 à Síria depois de em 14 de abril os EUA, Reino Unido e França terem efetuado os ataques de mísseis contra objetivos governamentais sírios. Mais tarde, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou em entrevista à Sputnik que depois desse ataque Moscou "não tem nenhumas obrigações morais" para não entregar os mísseis S-300 ao país árabe.

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    ataque aéreo, defesa antiaérea, mísseis, S-300, Igor Korotchenko, Síria, Rússia
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