13:05 17 Outubro 2018
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    Sistema antimíssil norte-americano Patriot participa dos treinos conjuntos dos EUA e Israel, Juniper Cobra 2018, 8 de março de 2018

    Milhares de militares estadunidenses aprendem como defender Israel de mísseis

    © AFP 2018 / JACK GUEZ
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    Os primeiros dias de março foram marcados pelo início de manobras conjuntas de Israel e EUA Juniper Cobra 2018, que visam treinar a defesa antiaérea e antimíssil.

    Das manobras participam cerca de 5.000 militares de ambos os países, bem como sistemas de defesa antiaérea e antimíssil.

    "E uma ótima oportunidade para aperfeiçoar habilidade, aumentar prontidão de combate, estar preparados para agir… quando vier a ordem. Estou seguro de que, quando for necessário, veremos tropas americanas combatendo ao nosso lado", disse a jornalistas o comandante da defesa antiaérea israelense, general de brigada Zvika Haimovich.

    O tenente-general norte-americano Richard Clark, por sua vez, destacou que o objetivo principal é preparar os soldados dos EUA para o dia em que estes forem obrigados a agir em qualquer situação e contra qualquer ameaça.

    "Quando as autoridades israelenses nos pedirem, estaremos aqui e estaremos prontos para a ação", declarou.

    De acordo com os generais, as manobras Juniper Cobra, que são realizadas a cada dois anos desde 2001, não estão relacionadas a nenhum evento geopolítico, mas seus cenários refletem a situação real na região. Clark fala de "milhares de ameaças" que os aliados podem ter de enfrentar, Haimovich, por sua vez, dos ataques de mísseis contra Israel vindos de todas as direções possíveis.

    "Eles [adversários] vão usar amplamente o método de disparos em salva, com uso de mísseis de precisão mais elevada. A ameaça tem um caráter multivetorial: do sul, do norte, do leste e de outras direções. Assim são as nossas suposições básicas iniciais", detalhou o comandante israelense.

    As manobras começaram com treino de operações logísticas: deslocamento de um contingente americano da Europa para o Oriente Médio, a próxima etapa é o rechaço de ataques de mísseis com uso de simuladores e a etapa final pressupõe a realização de exercícios de fogos reais.

    Na base aérea de Hatzor aos jornalistas foram mostrados exemplares das armas que participam do Juniper Cobra 2018: entre elas estão a Cúpula de Ferro, destinada para interceptar foguetes de curto alcance e que mostrou sua eficácia em guerras locais contra grupos da Faixa de Gaza, e Funda de Davi, um sistema de defesa antimíssil que defende o espaço aéreo dos mísseis de médio alcance. Na base também estão os sistemas antimísseis estadunidenses Patriot e os Arrow (Hetz) israelenses, que em suas modificações mais recentes podem interceptar mísseis com ogivas não convencionais.

    Dos treinos participa também o complexo de sistemas antimíssil de baseamento marítimo estadunidense Aegis que, de acordo com o tenente-general Clark, é "um elemento-chave e crítico da arquitetura que estamos tentando criar". O militar americano frisou também que o sistema será integrado com as capacidades dos EUA e de Israel para ampliar o arsenal disponível. Além disso, as forças americanas que estão na Europa e EUA também estão envolvidas nas manobras Juniper Cobra.

    A tarefa mais atual, no entanto, é o treinamento da interação dos aliados ao nível de estados-maiores, pois, segundo os comandantes das manobras, a comunicação a este nível é provavelmente a parte mais importante de toda a missão.

    Segundo o tenente-general Clark, a transferência dos efetivos da defesa antiaérea dos EUA para Israel em caso de guerra terá a mesma forma como a usada nas manobras Juniper Cobra e pode começar dentro de dois ou três dias depois da decisão política correspondente.

    "Caso seja necessário e o governo israelenses se dirigir à nossa liderança, estaremos posicionados aqui para contribuir para a defesa de Israel", resumiu Clark.

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    Tags:
    treinamento militar, manobras, defesa antimísseis, EUA, Israel
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