21:02 13 Novembro 2018
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    Aeronave da Marinha dos EUA, P-8A Poseidon, produzida pela Boeing

    Aeronave estadunidense visa conter China na Ásia-Pacífico

    © AFP 2018 / CARL COURT / AFP
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    Os EUA estão usando o avião de patrulha marítima P-8A Poseidon para vigiar a China de perto e contrariar as suas ambições na região Ásia-Pacífico, opina a diretora de programas do Instituto Lexington (Kentucky, EUA), Rathna K. Muralidharan, em um artigo publicado no portal RealClear Defense.

    A especialista explicou que Washington fornece aviões de última geração aos países da região Ásia-Pacífico para "defender as fronteiras" dos atores da região perante as supostas "ameaças potencias".

    Segundo Muralidharan, os aliados dos EUA, a Coreia do Sul e Nova Zelândia, receberam a aprovação de Washington para adquirir aviões P-8A Poseidon, enquanto a Malásia, a Indonésia e o Vietnã também já expressaram seu interesse em comprar o avião militar norte-americano.

    O P-8A Poseidon, baseado no Boeing 737, representa a última geração de aviões antissubmarino. Trata-se de um avião capaz de efetuar patrulhas marítimas de longo alcance para detectar submarinos inimigos.

    O avião foi projetado para a guerra de superfície, inteligência e vigilância e tem maior capacidade de carga que o Boeing. Além disso, o P-8A Poseidon é capaz de carregar armas como os mísseis antinavio Harpoon ou os torpedos Mk-54.

    A Índia e a Austrália foram os primeiros países a comprar o P-8A Poseidon e, atualmente, planejam aumentar a sua frota de aviões para vigiar "a expansão da China nos oceanos Pacífico e Índico".

    Para os EUA, é essencial que seus aliados na região estejam "bem equipados" para "manter a estabilidade na Ásia Oriental", sublinhou a especialista. Tendo em consideração que os EUA mantêm laços fortes com a Índia, a Austrália e a Coreia do Sul, a cooperação "tem grande potencial", explicou Muralidharan.

    "Provocações" e "medidas necessárias"

    Nos últimos meses ocorreu uma série de incidentes entre Washington e Pequim em águas disputadas do mar do Sul da China.

    Em outubro de 2017, um destróier norte-americano entrou nas águas territoriais das Ilhas Paracel, reclamadas pela China. Em resposta, Pequim enviou uma fragata, dois caças e um helicóptero, acusando os EUA de “provocação”.

    Quando em 17 de janeiro de 2018 um navio de guerra entrou no mar do Sul da China, Pequim anunciou que tomaria as "medidas necessárias".

    Enquanto a China qualifica as ações dos EUA como "violações da soberania e dos interesses de segurança" nacionais, Washington declarou que elas estão de acordo com o direito internacional, que reconhece a liberdade de navegação de qualquer Estado nas águas em questão.

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    Tags:
    avião, P-8A Poseidon, Austrália, China, EUA
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