08:32 12 Dezembro 2017
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    Sistema THAAD no Alasca

    Interceptores dos EUA no Alasca visam mesmo os mísseis de Teerã e Pyongyang?

    © Foto: Agência de Defesa contra Mísseis
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    Os mísseis antibalísticos de baseamento terrestre na base militar norte-americana de Fort Greely, estado do Alasca, estão apontados contra os mísseis russos e chineses, acredita analista e oficial russo Leonid Ivashov.

    Anteriormente, foi informado que a Agência de Defesa contra Mísseis (ADM) norte-americana terminou a instalação no Alasca de interceptores de mísseis destinados a defender o território de mísseis inimigos. Neste momento, há já 44 interceptores de mísseis nessa base. Segundo a edição Defense News, o objetivo principal do sistema é repelir possíveis ataques com mísseis provenientes do Irã e da Coreia do Norte.

    "Mísseis iranianos, assim como norte-coreanos, nunca sobrevoarão o Alasca, enquanto a trajetória dos mísseis russos e chineses atravessa precisamente o Polo Norte entrando no território norte-americano mesmo no Alasca", comentou o coronel-general Leonid Ivashov, chefe da Academia de Problemas Geopolíticos.

    De acordo com o analista, o sistema de defesa antimíssil dos EUA é bastante moderno, sendo capaz não apenas de dificultar o voo, mas até de derrubar mísseis russos. No entanto, a Rússia tem meios de superar a defesa antimísseis, além de ter mísseis de cruzeiro.

    "Os norte-americanos em geral calculam a trajetória de voo dos mísseis russos, instalando sua defesa antimíssil segundo este parâmetro. No entanto, a trajetória dos mísseis pode ser alterada", explicou o analista militar.

    Além disso, avançou, estão sendo desenvolvidos novos sistemas que permitirão lançar mísseis sem atravessar o Polo Norte. Entre outros meios de enfrentar os sistemas antimísseis dos EUA, o especialista citou mísseis capazes de manobrar e mísseis de cruzeiro que poderão suprimir os interceptores.

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    Tags:
    defesa antimísseis, mísseis, intercepção, China, Rússia, Irã, Coreia do Norte, Alasca, EUA
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