12:09 26 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Defesa
    URL curta
    0173
    Nos siga no

    Na mídia são mostrados regularmente os porta-aviões norte-americanos e o gigante russo Admiral Kuznetsov. No entanto, outros países também possuem estes "brinquedos" caros. A Sputnik preparou uma lista de cinco "aeródromos flutuantes" pouco conhecidos.

    1. HTMS Chakri Naruebet, Tailândia

    Este navio tailandês é um dos menores porta-aviões. Tem um deslocamento de apenas 11,5 mil toneladas (o Admiral Kusnetzov tem 61 mil, e o USS Gerald Ford — 100 mil). O comprimento do Chakri Naruebet é de 182 metros, o que o torna mais próximo de um cruzador do que de um porta-aviões. O navio foi lançado à água em 1996 e, durante dez anos, foi utilizado para operações de patrulha na zona econômica exclusiva do país e para operações de busca e resgate. Desde 2009 ele praticamente não deixa o seu porto e serve como base para helicópteros CH-60 Sea Hawk.

    Chakri Naruebet
    © Foto / Public domain
    Chakri Naruebet

    Até 2000, a aviação embarcada do Chakri Naruebet era composta pelas primeiras modificações dos bombardeiros britânicos AV-8A Harrier. No entanto, o seu prazo de exploração espirou e, de fato, hoje em dia o porta-aviões tailandês é, por um lado, um porta-helicópteros e, por outro, o maior iate real no mundo: o navio tem enormes apartamentos para a família real, que às vezes está presente a bordo quando navio zarpa para alto mar.

    2. NAe São Paulo (A-12), Brasil

    O único porta-aviões brasileiro no início estava ao serviço da Marinha francesa com nome Foch R-99 e foi lançado à água ainda em 1960. Em 2000 ele foi comprado pelo Brasil por 30 milhões de dólares (cerca de 94 milhões de reais) o que é quase nada. Apesar de ter passado por várias reparações na França, no momento da venda ele já era extremamente obsoleto. Esta compra é considerada mais como uma ação extravagante do que necessidade militar.

    São Paulo (A-12)
    © AP Photo / Douglas Engle
    São Paulo (A-12)

    O São Paulo alberga 14 caças-bombardeiros А-4 Skyhawk, bem como aviões antinavio e de transporte. No entanto, o Brasil nunca chegou a usar seu porta-aviões mesmo para demonstrar a bandeira nos oceanos. Desde o primeiro dia na composição da Marinha brasileira que o navio tem estado em modernização permanente e deveria entrar no serviço em 2013, mas houve um incêndio sério a bordo. Em 2017 foi anunciado que a continuação das reparações não faz sentido em termos econômicos e que o navio será retirado de serviço.

    3. Charles de Gaulle (R91), França

    Navio-almirante da Marinha francesa, o porta-aviões Charles de Gaulle é o primeiro navio militar nuclear do país. Seu deslocamento de 42 mil toneladas é superado apenas pelos gigantes americanos e o Admiral Kuznetsov. O Charles de Gaulle está ao serviço da Marinha gaulesa desde 2001. A primeira operação de grande escala de que este navio participou foram os ataques aéreos contra terroristas na Síria em 2015, em resposta aos atentados efetuados em Paris em 13 de novembro de 2015. Nesta operação, navios russos protegeram o navio-almirante francês de possíveis ameaças.

    Charles de Gaulle (R91)
    © AFP 2021 / Anne-Christine Poujoulat
    Charles de Gaulle (R91)

    A aviação embarcada do Charles de Gaulle é principalmente composta por 36 caças-bombardeiros Super-Étendard e Rafale-M. Para além disso, no navio estão estacionados dois aviões de alerta aéreo Grumman E-2 Hawkeye e dois aviões de resgate Eurocopter Panther. O Charles de Gaulle é bem protegido por complexos de defesa antimíssil Aster —15 e instalações de artilharia de 20 mm Giat 20F2. No geral, este navio é considerado um dos mais bem preparados para o combate entre os navios da sua classe.

    4. Cavour (550), Itália

    O porta-aviões italiano Cavour tem um deslocamento de 28 mil toneladas e foi incorporado na Marinha em 2009, por isso é considerado um navio "jovem". O Cavour é capaz de acolher apenas oito aviões AV-8B Harrier II. No futuro ele pode ser equipado com caças-bombardeiros F-35B. O navio também pode carregar 12 helicópteros, bem como 415 fuzileiros navais, até 100 unidades de caminhões militares ou 24 tanques, ou 50 veículos blindados. O Cavour pode acolher um comando de 145 militares. Este porta-aviões italiano é uma máquina de combate multifuncional: ele pode deslocar tropas para o teatro de operações e protegê-las com a sua aviação.

    Cavour (550)
    Cavour (550)

    Para além disso, o navio é dotado de canhões automáticos de 76,2 mm, capazes de disparar à distância de 8-20 km com cadência de 80 tiros por minuto. Apesar das suas caraterísticas de combate, o Cavour participou apenas de uma operação significativa: a missão humanitária para apoiar as vítimas do terremoto que atingiu o Haiti em 2010.

    5. Juan Carlos I (L-61), Espanha

    É difícil chamar um dos navios mais poderosos da Marinha espanhola, o Juan Carlos I, de um verdadeiro porta-aviões. Considerado como navio de poder estratégico, o Juan Carlos I pode cumprir um vasto leque de tarefas. O equipamento principal do Juan Carlos I são 25 caças-bombardeiros AV-8 Harrier II. Para além disso, o navio pode acolher quatro helicópteros CH-47 Chinook e um avião multifuncional V-22 Osprey.

    Juan Carlos I (L-61)
    Juan Carlos I (L-61)

    Com um deslocamento de 27 mil toneladas, o porta-aviões espanhol pode carregar 1.200 fuzileiros navais, 46 tanques Leopard 2E, quatro barcaças de desembarque e quatro lanchas pneumáticas de desembarque. O Juan Carlos I conta com fuzis-metralhadoras antiaéreos de 20 mm e complexos antiaéreos de curto alcance. O navio espanhol ainda não tem experiência de combate e participou apenas de manobras da OTAN.

    Mais:

    Rússia planejaria construir monstruoso porta-aviões de 115 mil toneladas de deslocamento?
    Porta-aviões dos EUA zarpa da base japonesa para operação de patrulha
    'Assassino de porta-aviões' russo pode mudar equilíbrio de forças nos oceanos
    Tags:
    porta-aviões, navios de guerra, Marinha
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar