15:55 25 Setembro 2017
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    GBU-43/B, também conhecida como Massive Ordnance Air Blast (MOAB), detona durante um teste na base da Força Aérea em Elgin, na Florida, EUA, 21 de novembro de 2003. A foto foi fornecida no dia 13 de abril de 2017.

    Especialista militar sobre MOAB no Afeganistão: EUA são 'mestres da propaganda'

    © REUTERS/ Forças aéreas dos EUA
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    Lançamento da maior bomba dos EUA (15)
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    O lançamento pelos americanos da bomba GBU-43 na província de Nangarhar pode ser considerado, em primeiro lugar, como uma mensagem política dos EUA aos outros países. Esta opinião foi explicada pelo especialista militar Mikhail Khodarenok ao serviço russo da rádio Sputnik.

    Os EUA lançaram pela primeira vez uma bomba convencional superpotente GBU-43 no Afeganistão contra os combatentes do Daesh (organização proibida na Rússia e em outros países), informa o serviço de imprensa do Pentágono.

    A carga explosiva com o peso de 9,5 toneladas foi lançada de um avião MC-130. O presidente dos EUA Donald Trump chamou este ataque de "missão muito bem-sucedida" das forças armadas americanas.

    No Departamento da Defesa americano contaram ao serviço russo da rádio Sputnik que o ataque foi realizado na quinta-feira (13) na região de Atchin, província de Nangarhar. O alvo foi um sistema de túneis que os rebeldes usavam para deslocação. Foi usada uma bomba GBU-43, que se tornou a munição convencional mais potente que os Estados Unidos já usaram.

    Entretanto, o ex-funcionário da inteligência americana Edward Snowden declarou na sua página no Twitter que o ataque dos EUA afetou um complexo fortificado de cavernas que foi construído para os mujahidims afegãos com o financiamento parcial da CIA.

    O especialista russo Mikhail Khodarenok falou mais detalhadamente sobre a bomba GBU-43 no ar do serviço russo da rádio Sputnik.

    "É uma bomba incendiária de aviação norte-americana. Ela foi criada mais de 10 anos atrás. É a única bomba com orientação via satélite. Normalmente é lançada de um avião de transporte militar С-130 por causa do seu tamanho: ela tem mais de nove metros de comprimento. O peso dela é de 9,5 toneladas, das quais mais de oito são RDX, TNT e pó de alumínio", contou Mikhail Khodorenok.

    O especialista militar não pensa que GBU-43 possa ser chamada a mais potente das bombas convencionais alguma vez lançadas.

    "Dizer que esta bomba é a mais potente e que não tem análogos não será, provavelmente, correto. Agora no Afeganistão, este foi seu primeiro e único caso de lançamento em combate. Mas, na altura [da guerra do Afeganistão], a aviação militar russa lançou a partir de bombardeiros TU-16, durante apenas três meses de 1988, 289 bombas FAB-9000 М-54. São bombas de 9 toneladas. Claro que os americanos são mestres da propaganda, mas eles têm que estudar a história da aviação militar", diz Mikhail Khodarenok.

    Segundo a opinião do especialista militar, o primeiro lançamento da GBU-43 pode ser considerado como uma mensagem política dos EUA aos outros países e não vai afetar muito à situação no Afeganistão."Para dizer a verdade, não se vê um fim a esta guerra. Desde que tudo isso começou em 2001, e desde aquele tempo, não podemos dizer que haja qualquer tendência de estabilização. Por isso, eu pessoalmente não penso que um único lançamento vá afetar muito a situação no Afeganistão em geral. Com isto podem ser resolvidas tarefas particulares, mas isso não vai provocar uma mudança brusca no desenvolvimento da situação em geral. Este pode ser considerado como um jogo de músculos. É uma demonstração das suas capacidades à Rússia, à Coreia, ao Irã e a todo o mundo: olhem o que temos no nosso arsenal, e isto não é tudo", opina Mikhail Khodarenok.

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