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    Mísseis Spyder superfície-ar em uma exposição estática são observados enquanto um jato F-16 da esquadrilha acrobática da Força Aérea de Cingapura, Cavaleiros Negros, lança foguetes luminosos no quarto dia do Singapore Air Show em Cingapura, na sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

    Pythons israelenses serão úteis à Força Aérea vietnamita?

    © AP Photo/ Joseph Nair
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    Há alguns dias, na mídia vietnamita, nomeadamente no portal online Thoi Dai, foi publicado um artigo cujo autor tenta provar a viabilidade de equipar os caças Su-27/30 e os caças-bombardeiros Su-22 da Força Aérea do Vietnã com mísseis israelenses da classe "ar-ar" Python-5.

    O artigo apresenta dados do Instituto de Pesquisa dos Problemas da Paz de Stockholm, que diz que um certo número de mísseis Python-5 foi fornecido ao Vietnã como munições para os sistemas antiaéreos de curto alcance israelenses Spyder-SR. Segundo o autor, alguns desses mísseis podem ser adaptados para instalação em aeronaves de combate de origem russa e soviética. E isto deveria ser feito o mais rápido possível.

    Realmente, os fabricantes de armas israelenses desenvolveram muitos produtos excelentes, que corresponderam bem em combates reais. Os mísseis Python fazem parte deles. No entanto, será que eles poderão realmente ajudar a aumentar as qualidades dos Sukhoi vietnamitas?

    O coronel Makar Aksenenko, especialista em uso da aviação em combate, em uma entrevista à Sputnik Vietnã disse que "este é um produto bastante novo dos fabricantes de armas israelenses… No entanto, julgando pelas características táticas e técnicas dos mísseis Python, eles não têm vantagens comparativas perante o míssil R-73. As características de ambos os mísseis são comparáveis. Mais do que isso, algumas características mesmo da versão básica do R-73 permitem considera-lo como um meio de destruição mais eficaz do que os de Israel. Já as versões recentes dos mísseis russos — o R-73M ou o de exportação R-74 — excedem a versão básica em mais de 2 vezes em todos os parâmetros. Eles são capazes de destruir alvos aéreos de qualquer ângulo, ou de serem disparado para trás… E eu, como piloto de combate e especialista em aviação, estou bastante satisfeito com a família de mísseis R-73 como meio de combate aéreo".

    Além de questões militares e táticas, também se deve levar em conta outras nuances. Sem dúvida, para adaptar armas que não são de origem nos caças Su será necessária intervir na estrutura e no equipamento dos próprios aviões. E aqui surgem problemas graves, alerta o especialista:

    "Isso se aplica ao serviço de assistência técnica a armas e equipamentos militares de exportação. Uma intervenção não autorizada de terceiros no equipamento do Su-27/30 pode levar a resultados desastrosos para seus operadores. Aqueles que tentam melhorar o material russo sem intervenção do seu fabricante podem simplesmente ficar sem assistência técnica a esses sistemas aeronáuticos complexos.

    A melhor opção será a utilização máxima de armas de origem… Se falarmos sem excesso de diplomacia, uma tentativa de equipar aeronaves Su com armamento estrangeiro… é um gasto de dinheiros públicos com resultados duvidosos. É pouco provável que isso vá afetar positivamente a capacidade de combate da Força Aérea do Vietnã", concluiu o experiente piloto militar.

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    superfície-ar, mísseis antiaéreos, combate, defesa aérea, avião, F-15, R-73, Su-27, MiG-35, F-16, MiG-29, Su-30, Força Aérea, União Soviética, Vietnã, Israel, Rússia
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