12:25 22 Agosto 2019
Ouvir Rádio
    O míssil intercontinental balístico chinês Dongfeng-41 (DF-41)

    China instala mísseis intercontinentais perto da Rússia

    © Foto: Youtube/ 自由の声4
    Defesa
    URL curta
    27392

    A mídia chinesa informou sobre a instalação de uma brigada de mísseis continentais na província de Heilongjiang, território fronteiriço com a Rússia.

    A informação foi divulgada pelo jornal de Hong Kong Apple Daily citando fotos do complexo que surgiram na Internet.

    Trata-se de uma das três brigadas de mísseis intercontinentais do país asiático, Dongfeng-41 (DF-41).

    O jornal informou que uma brigada alegadamente estará instalada na cidade de Daqing, outra está na Região Autônoma Uigur de Xinjiang. O alcance dos Dongfeng-41 pode atingir 14 mil km.

    Em abril de 2016 o Ministério da Defesa da China escolheu não divulgar as caraterísticas de DF-41, só informando que o míssil passou os testes, sublinhando que os lançamentos de mísseis dentro do seu território é um "processo normal".

    A mídia também tinha informado que a China tem planos de instalar mísseis na parte central da província de Henan. De acordo com o site norte-americano Washington Free Beacon, a partir desta localização os DF-41 podem atingir o território dos EUA em 30 minutos, o que é uma ameaça estratégica para Washington.

    Enquanto isso, a inteligência norte-americana acredita que um míssil deste tipo é capaz de portar até 10 ogivas.

    Moscou comentou a situação através do porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, que destacou que a Rússia não encara o desenvolvimento das Forças Armadas chinesas como uma ameaça.

    "Valorizamos as nossas relações. Naturalmente, não encaramos quaisquer ações de desenvolvimento das Forças Armadas da China, caso a informação corresponda à realidade, construção militar na China, como uma ameaça ao nosso país," disse.

    Tags:
    míssil balístico intercontinental, fronteira, segurança, China, EUA, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar