18:11 23 Outubro 2020
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    Ao longo dos últimos 10 anos, o bloco militar da OTAN aumentou sua presença aérea de reconhecimento em três vezes junto às fronteiras russas e em oito vezes – nas fronteiras ocidentais, comunicou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.

    "A atividade da inteligência militar dos países-membros da OTAN aumentou ao longo de todo o perímetro do território russo, ao longo dos últimos 10 anos o número total dos seus aviões de reconhecimento atuando perto das fronteiras russas cresceu quase em 3 vezes, nas fronteiras do sudoeste — em 8 vezes", afirmou o ministro da Defesa russo.

    Ele frisou que "por comparação, na década de 90 houve 107 de tais voos, nos primeiros dez anos do novo milênio — 298, enquanto neste ano já foram 852", e adiantou que a Rússia não toma parte da corrida armamentista e apenas realiza iniciativas programadas pelo governo russo em 2012, visando "garantir que em 2017 as Forças Armadas da Rússia estejam equipadas com armamentos e equipamentos modernos ao nível de 60%".

    Segundo o ministro, a intensidade total das ações da inteligência naval perto do mar territorial russo aumentou 1,5 vezes. "Nós (…) impedimos quaisquer tentativas de violar as fronteiras marítimas russas", ressaltou.

    O alto responsável oficial recordou que em 2017 a OTAN planeja instalar 4 grupos táticos reforçados a nível de batalhão na região do Báltico e na Polônia.

    "A chefia da OTAN tomou a decisão de instalar 4 grupos táticos a nível de batalhão no Báltico e na Polônia no próximo ano, bem como instalar e manter uma brigada blindada das tropas terrestres norte-americanas no território de alguns países da Europa do Leste", especificou o chefe do Ministério da Defesa russo.

    O ministro acrescentou que o orçamento dos países da Aliança Atlântica aumentou em 26 bilhões de dólares totalizando 918 bilhões.

    Shoigu também falou das prioridades da política militar russa, afirmando que no domínio da defesa o país está focado em estreitar laços com as repúblicas pós-soviéticas que integram a CEI (a Comunidade dos Estados Independentes), a OTSC (a Organização do Tratado de Segurança Coletiva) e a Organização para Cooperação de Xangai.

    "A cooperação militar e técnica com os países asiáticos têm se desenvolvido ativamente. Uma atenção particular tem sido atribuída aos nossos parceiros estratégicos tradicionais — à China e à India", frisou.

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    Tags:
    orçamento militar, presença militar, voos, OTAN, Países Bálticos, Polônia, Rússia
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