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    COVID-19 no mundo no final de agosto de 2021 (21)
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    Embora o relatório de inteligência dos EUA aponte que a COVID-19 teve origens naturais e o vírus não foi desenvolvido como arma biológica, o presidente dos EUA Joe Biden insiste que Pequim continua "retendo" informações cruciais relacionadas à origem da pandemia.

    A embaixada chinesa em Washington criticou o relatório, publicado nesta sexta-feira (27) pela comunidade de inteligência dos EUA (IC, na sigla em inglês), alegando que o documento não tem credibilidade científica e sugere de forma errada que Pequim tem vindo a impedir uma investigação global sobre a origem do surto da doença mortal.

    "Ignorando o relatório de rastreamento de origens do vírus [conduzido] pela OMS e a China, o [relatório] fabricado pela comunidade de inteligência dos EUA não é cientificamente credível”, apontou a embaixada. "As suas afirmações sobre a China são um pretexto para a sua campanha estigmatizante".
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Thomas Peter
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021

    A embaixada apontou que o relatório de inteligência não conseguiu "produzir uma resposta exata que os EUA querem".

    "Qualquer estudo de Fase II sobre as origens do vírus deve ser uma extensão abrangente da Fase I e conduzido em vários lugares e países", disse a entidade. diplomática. "O rastreio da origem é uma questão de ciência; deve e só pode ser deixado aos cientistas e não aos especialistas em inteligência".

    A resposta de Pequim surgiu logo após a divulgação do relatório na sexta-feira (27) com agências de inteligência afirmando que o vírus da COVID-19 "não foi desenvolvido como arma biológica" e sugerindo que as autoridades chinesas não tinham conhecimento prévio do vírus antes do surto inicial.

    No entanto, o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) observou ainda que tanto a exposição natural como um incidente laboratorial "são plausíveis" como causa da pandemia.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no final de agosto de 2021 (21)

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    Tags:
    COVID-19, China, Inteligência Nacional dos EUA, pandemia
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