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    Apenas uma pequena parte de asteroides do cinturão entre Marte e Júpiter sai para outras partes, incluindo em direção à Terra, teorizam pesquisadores que estudaram quase 10.000 meteoritos no nosso planeta.

    Apenas uma pequena parte de asteroides do cinturão entre Marte e Júpiter sai para outras partes, incluindo em direção à Terra, teorizam pesquisadores que estudaram quase 10.000 meteoritos no nosso planeta.

    O cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter pode não ter contribuído muito para o número de impactos de meteoritos na Terra, afirmam cientistas da Universidade de Lund, Suécia.

    Os pesquisadores estudaram 8.484 quilos de rochas sedimentares de antigos fundos marinhos na Suécia, Rússia e China, chegando a conclusões que minam as percepções anteriores sobre o impacto do cinturão na Terra.

    "A comunidade de pesquisa acreditava anteriormente que o fluxo de meteoritos para a Terra estava ligado a eventos dramáticos no cinturão de asteroides", disse em comunicado o geólogo Birger Schmitz da Universidade de Lund, sobre a pesquisa publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.

    "O novo estudo, no entanto, mostra que o fluxo tem sido, ao invés disso, muito estável", sugere.

    Após extrair calcário de quase 10.000 meteoritos e o dissolver em ácido para retirar espinéis de cromo, que são minerais de meteoritos resistentes a degradação, os cientistas descobriram um fluxo estável em direção à Terra, constituído principalmente por meteoritos condríticos (pedregosos não metálicos), semelhante ao fluxo atual.

    Um terço de todas as quedas de meteoritos na Terra vem de um corpo parente chamado L-condrito. No entanto, o fluxo total de meteoritos aumentou até cerca de 300 vezes, começando há 466 milhões de anos, o que sugere que os asteroides que deixam o cinturão vêm de uma região muito pequena dele.

    "Ficamos muito surpresos ao saber que apenas uma das 70 maiores colisões com asteroides ocorridas nos últimos 500 milhões de anos resultou em um aumento do fluxo de meteoritos para a Terra. Por alguma razão, a maioria das rochas permanece no cinturão de asteroides", referiu Schmitz.

    Segundo os cientistas, se a pesquisa for confirmada, poderá ajudar a proteger a Terra de impactos de asteroides no futuro.

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    Tags:
    China, Rússia, Suécia, Júpiter, Marte, Terra
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