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    O rei Salomão precisou financiar a construção de cidades, um templo e um palácio, e para isso recorreu a navegadores fenícios que transportaram metais preciosos da Espanha, argumenta arqueólogo.

    O rei Salomão existiu, e também foi o primeiro magnata da navegação do mundo, segundo disse no domingo (25) ao jornal The Guardian o dr. Sean Kingsley, um arqueólogo marinho britânico.

    A Bíblia relata uma parceria especial entre o monarca judaico e Hiram I, o rei da Fenícia. Segundo os historiadores, no auge da civilização fenícia, ela se espalhou do Levante, na costa oriental do Mediterrâneo, até a península ibérica.

    Kingsley passou dez anos coletando evidências que poderiam comprovar a historicidade do rei Salomão, e agora pretende publicar sua pesquisa na revista gratuita Wreckwatch, em que é editor. Ao examinar as cidades portuárias andaluzas, Kingsley visitou uma mina, que nos tempos antigos era usada para extração de cobre, ouro, chumbo, prata e zinco.

    O pesquisador encontrou então um relato do século XVII sobre um local que se chamava Castelo de Salomão, e outro relato histórico que contava que as pessoas "eram enviadas para lá pelo rei Salomão em busca de ouro e prata".

    Kingsley aponta dois estudos recentes, um dos quais mostrou que as reservas de prata desenterradas em Israel vieram originalmente da Ibéria, enquanto o outro encontrou evidências de fenícios e israelitas, incluindo pesos e cerâmica de mercadores, em Huelva, Espanha.

    O pesquisador afirma que Huelva é "a mais adequada para a capital do Tarshish bíblico", uma região que se diz ter exportado grandes quantidades de metais preciosos para a Fenícia e Israel.

    Sean Kingsley aponta que o Primeiro Templo de Jerusalém no monte do Templo, que alguns historiadores acreditam ter sido construído por ordem do rei Salomão, tinha muito ouro, que nem Israel nem o Líbano podiam "explorar". Salomão também teria empreendido a construção de "cidades" e um "templo principal". Como resultado, diz o pesquisador, Israel foi forçado a se voltar para Társis.

    "Quando vi em relatos antigos o nome da colina onde a prata era extraída no rio Tinto, [a] colina de Salomão, fiquei atônito. A história bíblica, a arqueologia e o mito se fundiram para revelar a terra há muito procurada de Társis, celebrada no Antigo Testamento. Parece que Salomão foi sábio em seu planejamento marítimo. Ele financiou as viagens de Jerusalém e deixava os navegadores fenícios hostis correr todos os riscos no mar", explicou.

    O rei Salomão é mencionado na Bíblia hebraica, no Antigo Testamento e no Alcorão, mas arqueólogos e historiadores ainda debatem sua historicidade, com muitos argumentando não haver provas conclusivas para confirmar que ele realmente existiu.

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    Tags:
    The Guardian, Levante, Mediterrâneo, Israel, Andaluzia, Península Ibérica, Espanha, Líbano
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