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    COVID-19 no mundo no início de janeiro de 2021 (75)
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    Há diversas razões para confiar na vacina Sputnik V, inclusive sem conhecer os resultados detalhados dos testes, afirma Sam Fazeli, diretor de pesquisa na Bloomberg Intelligence.

    Em sua publicação mais recente, o especialista detalhou os motivos pelos quais podemos confiar na eficácia da vacina russa contra a COVID-19.

    A Rússia ocupa o quinto lugar na lista de fabricantes de vacinas contra a COVID-19, em relação ao número de doses nos acordos de pré-compra, apontou Fazeli.

    De fato, segundo o sistema de monitoramento da Bloomberg, neste aspecto a Sputnik V supera as vacinas desenvolvidas pelas empresas Moderna e Johnson & Johnson.

    Mesmo sem os resultados da terceira fase dos testes clínicos da vacina, Fazeli considera que a informação conhecida sobre a Sputnik e seu projeto oferecem um "certo grau de confiança".

    Agentes da Saúde são vacinados com a vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em Buenos Aires, Argentina, 29 de dezembro de 2020
    © Sputnik / Presidência da Argentina
    Agentes da Saúde são vacinados com a vacina russa contra COVID-19, Sputnik V, em Buenos Aires, Argentina, 29 de dezembro de 2020

    Fazeli detalhou que, segundo os dados publicados pela fabricante russa, sua taxa de eficácia, medida em três etapas diferentes de testes, superou 90% em cada uma delas. Além disso, durante os testes não foi registrado nenhum caso grave de COVID-19.

    De acordo com o especialista, a tecnologia da vacina do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya - vetores adenovirais - é a mesma empregada nas vacinas fabricadas pela AstraZeneca e Universidade de Oxford, bem como pela Johnson & Johnson.

    Ele também destacou que a Sputnik V tem uma diferença-chave, que foi uma opção inteligente de seus criadores, em relação às vacinas que utilizam uma tecnologia similar: ela usa o mesmo adenovírus que a Johnson & Johnson na primeira dose [adenovírus 26] e um vetor diferente [adenovírus 5] na segunda dose.

    "Desta forma, evita que uma possível imunidade à primeira dose afete a capacidade da segunda dose de funcionar de maneira eficiente", escreveu em seu artigo na Bloomberg.

    Fazeli também mencionou que a Rússia concordou em colaborar com a AstraZeneca na criação de uma vacina conjunta, utilizando o adenovírus 26 para a primeira dose e o vetor da AstraZeneca, elaborado a partir de um adenovírus de chimpanzé, para a segunda.

    "Em conjunto, estes detalhes, inclusive sem os resultados da fase três, dão motivos para acreditar que a vacina Sputnik V pode ser uma candidata tão forte quanto aquelas criadas nos laboratórios ocidentais", ressaltou.

    Por fim, Fazeli considerou a Sputnik V mais confiável que a vacina chinesa CoronaVac, produzida pelo laboratório SinoVac, observando sua preferência pela vacina russa.

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    Rússia, COVID-19, novo coronavírus, Sputnik V, vacinação, vacina
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