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    O fundador da gigante tecnológica chinesa Huawei qualificou a venda de sua divisão de telefones inteligentes Honor como "clara ruptura".

    A Honor vai retomar rapidamente sua produção uma vez que recupere seu acesso ao mercado de circuitos eletrônicos e software norte-americanos, assegura seu fundador Ren Zhengfei, que criticou as táticas usadas pela administração Trump para conter sua companhia.

    Sua declaração ocorre dias após a Huawei revelar acordo de venda de seu negócio a um consórcio de mais de 30 corporações chinesas, respaldado pelo governo de Pequim.

    Mulher usando máscara para se proteger do SARS-CoV-2 mexe no smartphone perto de loja da Huawei promovedora da rede 5G em Pequim, China, 11 de outubro de 2020
    © AP Photo / Andy Wong
    Mulher com máscara usando smartphone com propaganda da 5G da Huawei

    Em seu memorando, o fundador da Huawei parece abordar a incerteza sobre se a separação da Honor poderia retomar o fornecimento dos chips norte-americanos sob o novo proprietário ou se primeiro é necessário que se deem os passos regulatórios em Washington.

    "Após enfrentar ondas de ataques desde os Estados Unidos, finalmente nos demos conta de que os funcionários norte-americanos não buscavam tratar de nós. Estavam tentando nos matar. Uma vez que nos divorciemos, não vão existir mais relações sob a mesa com a Honor. Administraremos a separação de maneira adulta, e vamos aderir rigorosamente às regulações e normas internacionais", adicionou.

    Em 2018 os Estados Unidos lançaram uma campanha de grande alcance contra a Huawei, que culminou com a imposição de restrições para a venda de tecnologias-chave de provedoras norte-americanas para a empresa chinesa.

    "Os Estados Unidos são uma superpotência tecnológica que tem muitas empresas excelentes. Você deveria trabalhar com elas de forma firme e audaz", ressaltou Ren.

    A Honor foi parte integral do negócio de telefones inteligentes da Huawei, um dia inclusive superou a sul-coreana Samsung, porém, agora está lutando para assegurar o fornecimento dos componentes e software cruciais para manter sua produção.

    Espera-se que o acesso à tecnologia dos EUA dê nova vida a esta marca que ganhou popularidade entre os usuários mais jovens e conscientes de seus orçamentos. Além disso, a Honor conseguiu avançar em mercados estrangeiros como a Europa e tem tudo para se converter em uma gigante do setor.

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    Tags:
    China, EUA, tecnologia, Huawei, chip, celular
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