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    Em meio à expansão do universo, os astrônomos usam lentes gravitacionais para medir a taxa de expansão do universo.

    Uma equipe internacional de pesquisadores sugeriu usar um método chamado "cosmografia de atraso de tempo", em conjunto a diferentes hipóteses e dados adicionais, para encontrar uma nova estimativa da taxa de expansão do universo.

    O recente estudo sobre está técnica, que tem sido explorada nos últimos dez anos, baseada em lentes gravitacionais, foi publicado na revista Astronomy and Astrophysics.

    O método funciona através da medição de tempos de atraso, que ocorre quando a luz de uma mesma fonte leva diferentes intervalos de tempo para alcançar nossos telescópios. Por estarem seguindo distintas trajetórias ao redor de uma fonte de lentes gravitacionais fortes, esses intervalos acontecem.

    As lentes gravitacionais costumam ser acionadas para ampliar os objetos luminosos por trás delas, como galáxias muito distantes que não poderiam ser observadas sem este fenômeno.

    Agora, a cosmografia pode ser utilizada para encontrar a constante do telescópio Hubble, que disponibiliza o número que determina a taxa de expansão do universo.

    ​Lente gravitacional poderia ser a chave para uma melhor estimativa da expansão do universo.

    Na década de 1960, alunos da teoria da relatividade geral de Einstein mostraram que o uso de lentes gravitacionais fortes poderiam ser as ferramentas certas para se medir distâncias cósmicas de forma direta. Mas isso caso a medição do tempo relativo ao longo de cada caminho acontecesse com precisão suficiente, bem como se tivessem boas hipóteses sobre a distribuição de matéria e estrutura da galáxia na lente.

    Na última década, os cientistas chegaram a uma medição de constante do Hubble em um valor de aproximadamente 73 km/s/Mpc (73 quilômetros por segundo por megaparsec), com uma precisão de 2%.

    Contudo, Simon Birrer, que conduziu o novo estudo, propôs investigar uma série de lentes gravitacionais para fazer uma estimativa das estruturas galácticas baseada na observação direta da massa e estrutura destas galáxias que surgem nas lentes.

    Após a equipe adicionar 33 lentes com propriedades semelhantes para estimar a estrutura galáctica, a estimativa da constante do Hubble caiu para aproximadamente 67 km/s/Mpc, com uma incerteza de 5%.

    Esta mudança no resultado significa que o debate ainda está longe de acabar, até porque os elementos utilizados no método dependem de medições mais precisas. Com isso, a equipe de Birrer precisará de mais dados para confirmar seus resultados anteriores.

    De acordo com o pesquisador, a análise de sua equipe com as 33 novas lentes não anula as hipóteses sobre a massa e estrutura do trabalho anterior.

    "Isso demonstra a importância de compreender a distribuição de massa dentro das galáxias", completou.

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    cientistas, expansão, astrônomo, estudos, estudo, Universo
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