21:20 03 Dezembro 2020
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    A Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês), anunciou nesta terça-feira (27), a descoberta de uma pedra de 1.700 anos com uma inscrição original, revelando o nome da aldeia Nafah (Kfar Nafah em grego).

    A descoberta, realizada nas Colinas de Golã, ocorreu em decorrência de uma missão arqueológica liderada por Dina Avshalom-Gorni e Yardenna Alexandre da IAA, durante a remoção de terras para um projeto de tubulações de água na região.

    Ao analisar o solo, foi descoberta uma pedra, utilizada na Antiguidade para delimitar as fronteiras do assentamento, que remonta ao Império Bizantino.

    "Temos diversas pedras [nas Colinas de Golã] com nomes de lugares que não conhecemos [...] Isso é uma âncora para trabalhar em outras pedras que foram encontradas [...] Vai nos ajudar na reconstrução histórica e geográfica do assentamento ao longo dos séculos", afirmou Yardenna Alexandre.

    A pedra do século III, considerada pelo jornal The Times of Israel "a primeira pedra de fronteira romana descoberta na região central de Golã", foi encontrada em seu "uso secundário", servindo como "cobertura de um túmulo bizantino do século V", localizado debaixo de ruínas.

    Segundo o comunicado de imprensa da IAA, sob o reinado do imperador romano Diocleciano, cerca do ano 300 d.C., estas pedras com inscrições eram colocadas nos limites das aldeias - não necessariamente nas estradas principais - com o objetivo de demarcar áreas para a cobrança de impostos.

    Um fato que surpreendeu os pesquisadores foi a conservação do nome do assentamento, apesar de este ter desaparecido com o tempo.

    "Normalmente, os nomes antigos são preservados como resultado da continuidade dos assentamentos, mantendo os nomes de geração em geração [...]. A pedra reforça a possibilidade de os nomes antigos serem preservados por muitas gerações, mesmo onde a continuidade dos assentamentos não acontecia", afirmou Danny Syon da IAA e Haim Ben-David do Colégio Acadêmico Kinneret, que decifraram a inscrição.

    Até 1967, o local era considerado parte do território sírio, contudo, após a Guerra dos Seis Dias foi ocupada pelas forças israelenses.

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    Tags:
    Colinas de Golã, Israel, descoberta, arqueólogos, arqueólogo, arqueologia
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