06:59 30 Outubro 2020
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    Um estudo recém-publicado, liderado pelo Centro de Excelência para Descoberta de Ondas Gravitacionais ARC (OzGrav, na sigla em inglês), sugeriu um novo cenário para criação destas estrelas solitárias. A supernova em questão é a Cassiopeia A.

    "Em nosso cenário, a estrela de envoltura externa apenas podia ter uma companheira binária de massa muito similar à da dela. Devido às massas serem similares, possui tempo de vida semelhante, o que significa que a explosão da primeira estrela ocorrerá quando a segunda estrela está próxima da morte também", afirmou o líder do estudo dr. Ryosuke Hirai.

    Nos últimos anos de suas vidas, as estrelas massivas são convertidas em supergigantes vermelhas com camadas externas instáveis e inchadas.

    Com isso, a primeira supernova do sistema estelar binário atinge a supergigante vermelha inchada, que pode remover facilmente as camadas externas, convertendo estas supergigantes em uma estrela de envoltura externa.

    As estrelas se desfazem depois da supernova, pela qual a estrela secundária se converte em uma viúva estelar solitária, parecendo estar sozinha quando explode um milhão de anos depois.

    Esta nova imagem criada a partir de imagens de telescópios no solo e no espaço conta a história da caça por um objeto desaparecido escondido em meio a um emaranhado complexo de filamentos gasosos em uma de nossas galáxias vizinhas, a Pequena Nuvem de Magalhães. A imagem vem do Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA e revela partículas de gás formando supernova remanescente 1E 0102.2-7219 em verde. O anel vermelho com um centro escuro é do instrumento MUSE no Very Large Telescope do ESO e as imagens azuis e roxas são do Observatório Chandra X-Ray da NASA. A mancha azul no centro do anel vermelho é uma estrela de nêutrons isolada com um campo magnético fraco, o primeiro identificado fora da Via Láctea.
    © Foto / ESO/NASA
    Partículas de gás formando supernova remanescente 1E 0102.2-7219

    Cientistas realizaram simulações hidrodinâmicas de uma supernova que impacta com uma supergigante vermelha para investigar a quantidade de massa que se pode eliminar mediante este processo.

    Com isso, eles descobriram que se as duas estrelas estiverem suficientemente próximas, a supernova pode remover quase 90% da envoltura, a camada exterior da estrela companheira.

    "Isto é suficiente para que a segunda supernova do sistema binário se converta em uma supernova de envoltura externa, o que confirma que nosso cenário proposto é plausível [...]. Inclusive, caso não esteja suficientemente próxima, ainda pode eliminar uma grande parte das camadas externas, fazendo com que a envoltura já instável seja ainda mais instável, o que leva a outros fenômenos interessantes como pulsações ou erupções", afirma Hirai.

    Observações recentes revelaram que, de fato, há uma camada de material localizada a aproximadamente 30 a 50 anos-luz de distância da Cassiopeia A.

    "Isso pode ser uma evidência indireta de que a Cassiopeia A foi criada originalmente através de nosso cenário, o que explica por que não possui uma estrela binária companheira", explicou.

    Por sua vez, os cientistas afirmaram que este cenário possui uma grande diversidade de possíveis resultados, como, por exemplo, a produção de uma quantidade de estrelas parcialmente condenadas.

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    Tags:
    astrônomo, supernova, estrelas, cientistas, estudo
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