23:00 11 Agosto 2020
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    A nuvem de poeira, uma das maiores até hoje, partiu desde o deserto do Saara e está percorrendo o oceano Atlântico, com potenciais efeitos positivos e negativos, tal como o monstro que lhe deu o nome.

    As plumas de poeira do Saara começaram há 20 anos, e, segundo os satélites Copernicus Sentinel e Aeolus da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), a atual tempestade seria uma das maiores até hoje, noticia o portal Universe Today.

    Esta é a primeira vez que um satélite é desenhado para adquirir padrões sobre os ventos globais, e seus dados são utilizados. Como exemplo, as imagens demonstram que a poeira em sua maioria está voando entre três quilômetros e seis quilômetros acima do solo. Os outros satélites espalhados em volta da Terra também ajudam a compreender os ventos mundiais através de seus diferentes instrumentos.

    O fenômeno de plumas de poeira acontece quando ventos rápidos pegam pequenas partículas de poeira do chão, arrastando-as em cada vez maiores quantidades, mas não costumam ser muito grandes.

    A informação fornecida em 19 de junho mostra a "nuvem" de poeira começando no meio do deserto e seguindo em direção ao oceano Atlântico, em direção ao Caribe. A tempestade é tão grande, que recebeu o apelido Godzilla.

    Entre os perigos associados ao evento, a poeira pode piorar a qualidade do ar e consequentemente da saúde das pessoas. Mais perigosas são as pequenas e menos visíveis partículas de poeira, que são as mais prováveis de chegar após viajar tão longe ao longo da Terra.

    No entanto, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, a poeira do maior deserto do mundo também pode ser útil para a vida. O fitoplâncton, que vive na superfície do oceano, se alimenta da poeira. Com um aumento de fitoplâncton, os animais marinhos e os peixes no oceano, que estão mais acima na cadeia alimentar, terão mais comida, o que aumenta sua população.

    Além disso, as plumas de poeira também podem impedir o fortalecimento e até a formação de furacões, o que salvaria vidas e perdas econômicas futuras.

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    Tags:
    Américas, Caribe, Atlântico, Agência Espacial Europeia (ESA), Saara
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