16:02 28 Setembro 2021
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    O vídeo foi feito a uma velocidade sem precedentes de 1.600 fotogramas por segundo.

    Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio (Japão) e do Instituto Politécnico e da Universidade Estatal da Virgínia (EUA) registraram pela primeira vez o movimento de moléculas individuais em vídeo, a uma velocidade sem precedentes de 1.600 fotogramas por segundo, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (5) no Boletim da Sociedade Química do Japão.

    Na pesquisa, os cientistas equiparam um poderoso microscópio eletrônico de transmissão, capaz de detectar objetos menores que um angström (um décimo de bilionésimo de metro), com uma câmara de detecção direta de elétrons para capturar eventos em escala atômica em tempo real. O registro foi feito a uma velocidade 100 vezes superior aos experimentos anteriores dessa natureza.

    Os pesquisadores envolvidos filmaram nanotubos de carbono vibratório que continham moléculas de fulereno, capturando, entre outras coisas, o movimento oscilatório nunca antes visto destas moléculas, algo que unicamente é visível a velocidades de filmagem muito altas.

    Para eliminar o ruído visual provocado pela alta sensibilidade das câmaras utilizadas, assim como pelo altíssimo número de imagens por segundo, foi necessário utilizar um avançado procedimento conhecido como redução de ruído das variações totais Chambolle.

    "Ficamos agradavelmente surpreendidos por esta supressão do ruído e o processamento de imagens terem revelado o movimento invisível das moléculas de fulereno", disse Koji Haranto, um dos autores da pesquisa. "Ainda temos um grandes problema, que é o processamento [das imagens] ser feito depois da captura do vídeo".

    Contudo, a retroalimentação visual em tempo real das observações poderia ser possível em pouco tempo graças a equipamentos informáticos de alto rendimento, comentou o acadêmico.

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    Tags:
    ciência, pesquisa, vídeo, estudo, carbono
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