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    Mundo enfrentando pandemia no fim de maio (69)
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    Cientistas das Universidades Flinders e Latrobe da Austrália realizaram estudo sobre a eficácia com a qual o coronavírus pode infectar diferentes animais.

    Em meio à pesquisa sobre uma vacina para o coronavírus, os especialistas envolvidos identificaram uma peculiar característica do vírus, revela o tabloide Daily Mail Australia.

    O professor da Universidade Flinders, Nikolai Petrovsky, envolvido na pesquisa, afirmou que o vírus tem uma capacidade maior de se ligar a células humanas do que a de outros animais, explicando sua alta taxa de infecção.

    O coronavírus se vincula à molécula receptora da enzima conversora da angiotensina 2 (ACE2, na sigla em inglês) nas células receptoras dos pulmões como um pico de proteína – quanto mais se fixar, menos provável é que desapareça, fazendo com que o quadro do paciente se agrave.

    Laboratório examinando testes da COVID-19 (foto de arquivo)
    © AFP 2020 / RIJASOLO
    Laboratório examinando testes da COVID-19 (foto de arquivo)

    O professor esperava comprovar que animais como morcegos são mais suscetíveis ao vírus e, portanto, desvendando os hospedeiros intermediários – mas se chocou ao atestar que humanos estão no topo da lista dos mais suscetíveis. Além disso, vírus tendem a se aperfeiçoar em infectar novas espécies conforme se adaptam, porém, o coronavírus começou "completamente otimizada, dispensando a partir do primeiro dia a necessidade de evoluir".

    "Este é um novo vírus que nunca existiu em humanos antes, mas possui uma extraordinária capacidade de se vincular a receptores humanos, o que é muito surpreendente", ressaltou Petrovsky ao tabloide Daily Mail Australia.

    Segundo o especialista da Universidade Flinders, "ele [vírus] é quase perfeitamente adaptado para humanos, não podendo fazer melhor".

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    Tags:
    vacina, vírus, pesquisa, pandemia, COVID-19, novo coronavírus
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