13:08 03 Junho 2020
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    Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica publicaram um estudo que estabelece o período em que Marte possuía um campo magnético global.

    Ao contrário da Terra, que tem um campo magnético protetor (magnetosfera), Marte não possui atualmente um campo semelhante que o proteja das radiações cósmicas. Mas ele já existiu no passado.

    Segundo o estudo publicado na revista Science Advances, o campo magnético esteve ativo no período entre 4,5 bilhões e 3,7 bilhões de anos, enquanto dados anteriores sugeriam que havia se tornado inativo há 3,9 bilhões de anos.

    O chamado dínamo planetário, formado a partir do ferro líquido existente no núcleo de um planeta, é a base do campo magnético.

    "Descobrimos que o dínamo de Marte operou entre 4,5 e 3,7 bilhões de anos atrás. O período do dínamo é uma grande parte da evolução de um planeta, e o que descobrimos é muito diferente do que pensávamos", afirmou Anna Mittelholz, do Departamento de Ciências da Terra, Oceano e Atmosfera da Universidade da Colúmbia Britânica.

    Os cientistas encontraram evidências de um campo magnético proveniente do fluxo de lava Lucus Planum, formado há menos de 3,7 bilhões de anos, e campos magnéticos de baixa intensidade sobre a bacia Borealis, no hemisfério norte de Marte, que foram formados há 4,5 bilhões de anos.

    NASA registra imagem de água congelada na superfície de Marte
    © NASA .
    NASA registra imagem de água congelada na superfície de Marte

    "A ausência de campos magnéticos na crosta sobre as bacias Hellas, Argyre e Isidis de Marte é frequentemente interpretada como prova de um dínamo precoce, anterior a 4,1 bilhões de anos, ou tardio, após 3,9 bilhões de anos [...]", cita o estudo.

    As revisões foram interpretadas através dos novos dados da missão MAVEN, que indicaram que existiu um dínamo antes e depois da formação da bacias Hellas, Utopia, Argyre e Isidis.

    Os novos dados foram coletados pela sonda MAVEN (sigla em inglês para Atmosfera de Marte e Evolução Volátil).

    De acordo com o artigo, a ausência de campos magnéticos nas bacias pode ser explicada de duas maneiras: primeiro, o dínamo pode ter sido interrompido antes da formação das bacias e depois reiniciado; segundo, os impactos que criaram as bacias teriam deslocado a porção de crosta contendo minerais magnéticos.

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    Tags:
    pesquisadores, cientistas, estudo, campo magnético, Marte
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