06:55 28 Setembro 2020
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    Em agosto, uma sonda espacial fará a primeira tentativa da NASA de pousar na superfície de um asteroide, coletar amostras e trazê-las à Terra em segurança.

    A fim de alcançar este feito tão desafiador, a equipe da missão da sonda OSIRIS-REx desenvolveu novas técnicas para operar em ambiente de microgravidade do asteroide Bennu.

    Bennu é o alvo planejado da sonda, que foi lançada em 2016 com retorno previsto para 2023 com as amostras. O asteroide possui um grande potencial de atingir a Terra e está listado na Tabela de Risco da NASA.

    Tempo de ensaio da nave espacial da NASA para recolha de amostras de asteroide

    Até agosto, cientistas precisam praticar a operação, antes do pouso real. Assim, em 14 de abril, ocorrerá o primeiro teste, apelidado de Checkpoint (Ponto de Verificação).

    Plano de teste

    O teste começa com a sonda deixando sua órbita de segurança, a um quilômetro acima do asteroide. Durante a sequência de pouso, a nave usará três propulsores separados para chegar perto da superfície de Bennu.

    Segue-se a manobra Checkpoint, com a duração de quatro horas, que colocará a sonda 125 metros acima do asteroide.

    Superfície do asteroide Bennu
    © NASA . NASA/Goddard/Universidade do Arizona
    Superfície do asteroide Bennu

    A terceira manobra, denominada Matchpoint (Ponto de Encontro), ajusta a nave com a trajetória do asteroide e vai colocá-la a 50 metros acima da superfície do corpo celeste, já direcionado para o ponto-alvo de coleta.

    Teste de aproximação

    O teste Checkpoint permite que a equipe pratique a navegação tanto da saída de órbita como nas manobras específicas de Checkpoint, e que os sistemas de imagem, navegação e alcance da sonda operem como o esperado durante esta primeira parte da sequência de descida.

    Checkpoint permitirá ainda à equipe confirmar que o sistema de orientação da OSIRIS-REx atualiza com precisão a posição e a velocidade da sonda em relação ao asteroide enquanto desce em direção à superfície.

    Um sistema de orientação, chamado NFT, permitirá que a sonda se oriente autonomamente para a superfície de Bennu, comparando um catálogo de imagens a bordo com as imagens de navegação em tempo real obtidas durante a descida.

    Treinando coleta de amostras

    Serão também testadas as manobras com o mecanismo de coleta de amostras TAGSAM, a única parte da sonda que entrará em contato com a superfície da Bennu durante a operação de coleta de amostras.

    Asteroide Bennu
    © AP Photo / NASA/Goddard/Universidade do Arizona
    Asteroide Bennu
    No fim do teste, a sonda recolherá o braço TAGSAM de volta e retornará à sua posição orbital.

    A equipe tem preparado a operação em trabalho remoto devido à pandemia, mas no dia do teste um número limitado de pessoas comandará a sonda a partir das instalações da Lockheed Martin Space, tomando as devidas precauções de segurança, enquanto o resto da equipe desempenhará funções remotamente.

    A missão está programada para realizar um segundo teste em 23 de junho, levando a sonda a descer até 25 metros acima do asteroide, estando a primeira tentativa de coleta de amostras pela OSIRIS-REx do solo do asteroide Bennu agendada para 25 de agosto.

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    Tags:
    asteroide, NASA
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