08:44 27 Setembro 2020
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    Astrônomos capturaram imagem espetacular de uma nebulosa planetária a aproximadamente 6.500 anos-luz de distância na constelação Circinus.

    A camada de gás, conhecida como CVMP 1, foi criada por uma massiva estrela moribunda, que liberou as camadas externas, criando a imagem em forma de ampulheta, revela a publicação Newsweek.

    Esta nuvem de gás brilha porque é atingida por radiação ultravioleta de calor, convertendo suas moléculas em íons – ou, em outras palavras, removendo elétrons. Estes íons absorvem luz ultravioleta, produzindo as cores brilhantes visíveis na imagem.

    Nebulosas planetárias normalmente permanecem por milhares de anos, uma pequena parte do ciclo de vida de uma estrela. Somente estrelas com massas até oito vezes maiores que nosso Sol tendem a formar nebulosas planetárias.

    A CVMP 1 é uma das maiores nebulosas deste tipo já conhecidas. Aparentemente, ela contém grandes quantidades de hélio e nitrogênio, indicando que se aproxima do fim de seu ciclo de vida.

    Os primeiros astrônomos a identificarem estes objetos no fim do século XVIII, consideraram que se pareciam com planetas – uma conclusão atribuída às primeiras tecnologias de telescópios disponíveis na época – nome pelo qual são chamados agora.

    A exata maneira que estas estrelas formam nebulosas planetárias permanece sendo um mistério para astrônomos, ainda que se acredite que a presença de estrelas companheiras, planetas em órbita ou outros fatores poderiam representar uma influência.

    A última imagem da CVMP 1 foi capturada pelo Observatório Gemini, localizado no Chile.

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