14:30 22 Fevereiro 2020
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    Um antigo jogo de tabuleiro egípcio, popularmente conhecido como Senet, que se acredita ter surgido há mais de 5.000 anos, foi descoberto recentemente por arqueólogos holandeses.

    Pesquisadores que estudaram a evolução deste jogo de tabuleiro egípcio sugeriram recentemente que Senet também era usado em práticas espirituais, muito possivelmente para "se comunicar com os mortos".

    Um exemplar desse tabuleiro está localizado no Museu Egípcio Rosacruz, situado no estado americano da Califórnia.

    O jogo tem um hieróglifo em uma das casas do tabuleiro que representa a água, o que os arqueólogos acreditam indicar um lago ou rio que os egípcios sentiram a alma encontrada após a morte na sua viagem através do submundo.

    "Pode ser uma das primeiras vezes que este aspecto da jornada pela vida após a morte é visualizado no tabuleiro", sugeriu Walter Crist, arqueólogo da Universidade de Maastricht (Países Baixos), citado pelo canal Fox News.

    De acordo com historiadores, Senet foi um jogo criado para dois jogadores, cada um recebendo cinco peões colocados no tabuleiro de 30 casas que estão dispostas em três filas de 10. Os jogadores lançam um dado antes de moverem as suas peças. O objetivo final é que os cinco peões alcancem o ponto de "chegada" em um canto inferior do tabuleiro.

    ​O jogo egípcio de Senet começou como um passatempo, mas ao longo de 2 milênios evoluiu para um jogo com ligações à vida após a morte, jogado em um tabuleiro que representava o submundo

    Segundo a descrição, esse antigo jogo egípcio acabou se tornando parecido ao insólito tabuleiro de Ouija, por também ser utilizado para se comunicar com pessoas de outro plano espiritual.

    Cerca de 3.500 anos atrás (700 anos após sua criação), o Senet teria sido utilizado pela primeira vez como uma ferramenta espiritual que alegadamente descrevia o movimento de uma alma através de um submundo, sugerem os pesquisadores.

    O "jogo de tabuleiro da morte" de Rosacruz é um achado raro, uma vez que parece relatar uma mudança de estágio em andamento, explica o arqueólogo da Universidade da Califórnia em Davis, Jelmer Eerkens.

    "É diferente do que esperamos de outros tipos de tecnologias", disse Eerkens, citado pela mídia.

    Os pesquisadores sugeriram que a descoberta poderia mostrar a evolução final de Senet no "jogo da morte" original.

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    Tags:
    crença, arqueólogos, morte, Egito, jogo
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