16:26 30 Setembro 2020
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    O fóssil de um pequeno réptil protegendo sua cria com a cauda foi descoberto no Canadá. Segundo os investigadores, os restos têm mais de 300 milhões de anos e pertencem a uma espécie de lagarto primitivo.

    Na ilha de Cabo Bretão, na costa leste do Canadá, foi desenterrado um fóssil de 309 milhões de anos. Trata-se de dois animais com a aparência de lagartos primitivos de diferentes tamanhos, encontrados em uma posição que intrigou os investigadores. O animal maior rodeava o menor com sua cauda, aparentemente para o proteger.

    Aqui está a Dendromaia, um fóssil do Carbonífero da Nova Escócia, Canadá, apresentando a primeira evidência de cuidado parental em um amniota. Grande obrigado à equipe (MannArjan e Brian Hebert), ao NSM, e à Província pelo apoio contínuo.

    Esta nova espécie foi denominada Dendromaia unamakiensis e os autores do descobrimento, da Universidade Carleton em Ottawa, acreditam que estes animais estavam em seu esconderijo quando morreram porque foram encontrados em um tronco de árvore aparentemente oco.

    O Dendromaia unamakiensis tinha a cauda larga, corpo estreito e patas delgadas, por isso acredita-se que tinha muita agilidade, segundo os autores da investigação, publicada na revista Nature Ecology & Evolution.

    Esta descoberta é importante por ser a prova de cuidado parental mais antiga registrado no reino animal. Antes deste descobrimento, o testemunho mais antigo de conduta parental pertencia também a uma espécie de lagarto, denominado Heleosaurus scholtzi, que viveu há aproximadamente 270 milhões de anos.

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    Tags:
    animais, Canadá, fóssil
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