18:04 23 Outubro 2019
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    Um poço de mais de dois quilômetros de profundidade na Antártica Ocidental

    Cientistas podem ter solucionado grande mistério de buracos espalhados pelo Polo Sul (FOTO)

    © Foto/ NASA / JPL-Caltech
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    Imagens de satélite parecem ter lançado alguma luz sobre os buracos estranhos que aparecem sazonalmente ao longo de todo o Polo Sul e seus possíveis propósitos, informa o jornal Express.

    Segundo o jornal, quando as primeiras imagens aéreas da Antártica surgiram no início da década de 1970, os cientistas avistaram um buraco estranho na crosta de gelo durante o inverno, que desapareceu bizarramente assim que o verão começou. O mistério permaneceu sem solução desde então, com cientistas quebrando a cabeça para entender o que o buraco poderia indicar.

    Polínia, que pode ser resultante de tempestades ciclônicas na Antártica
    Polínia, que pode ser resultante de tempestades ciclônicas na Antártica

    Durante o inverno de 2017-2018, na Antártica, ele estranhamente surgiu novamente na região, com tamanho estimado em 9.500 quilômetros quadrados, entretanto, novamente desapareceu. No entanto, os pesquisadores agora acreditam que possam ter encontrado uma resposta para o misterioso surgimento e desaparecimento.

    Ao analisar uma série de imagens de satélite, os cientistas da Universidade de Nova York Abu Dhabi (NYUAD) passaram a acreditar que os buracos, conhecidos como polínias, seriam resultantes de tempestades ciclônicas na Antártica, que normalmente trazem ar quente e ondas de 15 metros, capazes de balançar o bloco de gelo e empurrá-lo em todas as direções.

    Embora as polínias pareçam ruins, elas servem a um propósito funcional, sendo frequentemente utilizadas como caminhos para focas e pinguins, bem como um indicador de mudança climática, se houver. Para ilustrar o ponto, a cientista atmosférica da NYUAD, Diana Francis, comentou o novo estudo publicado no Journal of Geophysical Research.

    "Uma vez aberta, a polínia funciona como uma janela através do gelo marinho, transferindo enormes quantidades de energia durante o inverno entre o oceano e a atmosfera", observou, afirmando que as grandes polínias são notavelmente capazes de impactar o clima tanto regional quanto globalmente "à medida que modificam a circulação oceânica".

    "Isto inclui o impacto sobre a circulação atmosférica regional, a inversão da circulação global, as propriedades das águas profundas da Antártica e a absorção de carbono oceânico", concluiu o estudo.

    Francis também apontou que, dado o agravamento da taxa de mudança climática e o aumento da regularidade dos ciclones, as polínias devem estar em uma tendência ascendente, tornando-se maiores com o tempo quando está mais quente.

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    Tags:
    cientistas, mistério, buraco, Antártida
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